Publicações nas redes sociais que afirmam que a Coca-Cola teria reduzido o tamanho de garrafas de 2 litros para 1,25 litro no Brasil por causa da “perda do poder de compra” durante o governo Lula são falsas, segundo a própria empresa e verificação do Fato ou Fake.
Posts que circularam no X, Threads e Instagram relacionaram a suposta mudança a dificuldades econômicas no país e chegaram a dizer que o consumidor pagaria o mesmo por menos produto. Uma das imagens compartilhadas afirmava que a garrafa de 2 litros seria reduzida para 1,25 litro para “o brasileiro conseguir comprar em meio à perda do poder de compra”. Outros textos virais atribuíam a medida ao governo Lula e classificavam a prática como uma forma de enganar consumidores.
Procurada pela equipe de checagem, a assessoria de imprensa da Coca-Cola no Brasil repudiou a vinculação da empresa ao cenário político nacional e informou que não há intenção de eliminar a versão de 2 litros do mercado brasileiro. A companhia descreveu o movimento como “um ajuste na estratégia global de embalagens, para atender todos os bolsos e ocasiões de consumo”, e negou qualquer suspensão de operações ou fim da garrafa de 2 litros no país.
O presidente global da Coca-Cola, o brasileiro Henrique Braun, que assumiu o cargo em março, afirmou ao jornal The Wall Street Journal que a empresa pretende oferecer opções de embalagens menores em alguns mercados para sustentar vendas diante da inflação e da queda do poder de compra nos Estados Unidos. A embalagem de 1,25 litro citada nas publicações virais foi confirmada pela companhia apenas para outros mercados, como os Estados Unidos, e não terá comercialização no Brasil, segundo a empresa.
A nota da Coca-Cola lembrou ainda que a embalagem de 1,25 litro já integrou o portfólio do Sistema Coca-Cola por volta de 2010 de forma pontual em certas regiões, mas foi descontinuada por decisão operacional. Atualmente, conforme informado pela empresa, não há previsão de retorno desse formato no mercado brasileiro.
Em comunicado sobre resultados financeiros, divulgado em 3 de abril, a companhia apresentou desempenho trimestral acima do esperado nos meses iniciais de 2026. Na divisão América do Sul, que inclui o Brasil, o volume de vendas cresceu 3,6% e a receita somou cerca de US$ 1,2 bilhão, alta de 5% em relação ao ano anterior.
A Coca-Cola também listou os formatos disponíveis no país, entre eles: garrafas de vidro retornáveis de 200 mL, 290 mL e 1 L; vidro não retornável de 250 mL; PET de 200 mL, 500 mL e 600 mL (variação por região), além de 1 L, 1,5 L, 2 L, 2,25 L, 2,5 L e 3 L; PET retornável de 2 L e 1 L (em regiões pontuais); e latas de 220 mL, 310 mL e 350 mL.
Portanto, a redução do tamanho de garrafas atribuída ao governo Lula não procede; a companhia diz tratar-se de uma estratégia global de portfólio e nega planos de eliminar a garrafa de 2 litros no Brasil.
Fonte: G1


