Instalação sonora de cerâmica estreia temporada no Teatro Municipal de Uberlândia
A instalação musical Mineral, composta por 103 peças de cerâmica afinadas com precisão e executadas por oito músicos, inicia nova circulação pelo interior de Minas Gerais no dia 13 de junho, sábado, no Teatro Municipal de Uberlândia. Horário: 15h30 (Brasília UTC-3). Transmissão: Record.
O espetáculo reúne, além das peças cerâmicas, baixo acústico, percussão, sopro, piano, clarineta, clarone e voz. O repertório combina obras conhecidas de Hermeto Pascoal, Santiago Vazquez, Steve Reich, Bobby McFerrin, Rafael Martini, Björk, Claude Debussy e Ary Barroso, e inclui cinco apresentações inéditas que serão executadas nas praças e teatros do circuito: composições de Milton Nascimento, Caetano Veloso, Animal Collective, Dave Brubeck e Davi Fonseca.
O projeto Mineral estreou em 2018 na Sala Minas Gerais e, desde então, vem obtendo reconhecimento. Em 2019, alcançou público recorde no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, com 1.700 ingressos esgotados em uma apresentação. Em 2024, o concerto passou pelo Instituto Inhotim (Brumadinho), Teatro Oficina (São Paulo) e novamente pela Sala Minas Gerais (Belo Horizonte), consolidando sua recepção crítica e abrindo espaço para a atual circulação.
A turnê abrange quatro cidades — Uberlândia, Juiz de Fora, Diamantina e Ouro Preto — com objetivo de ampliar o acesso à produção cultural mineira e descentralizar a experiência musical. A viabilização financeira da circulação conta com patrocínio da CEMIG, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, além do apoio cultural das prefeituras municipais e do Governo de Minas Gerais.
As apresentações em espaços abertos foram pensadas para promover maior interação com a comunidade: em Ouro Preto o concerto acontecerá na Praça Tiradentes; em Diamantina, na escadaria da Catedral de Santo Antônio, na Praça Conselheiro Matta. Em Uberlândia e Juiz de Fora, as sessões em auditórios permitem condições acústicas controladas, no Teatro Municipal e no Cine-Theatro Central, respectivamente.
O ceramista Máximo Soalheiro, responsável pela concepção artística, desenvolveu a obra a partir de 27 anos de pesquisa sobre materiais e processos de queima, incluindo o uso do agalmatolito para conferir sonoridade sustentada e alturas definidas às peças. A produção das peças segue parâmetros matemáticos que possibilitam microafinações adicionais com água no interior dos vasos cilíndricos. A direção musical é assinada por Pedro Durães.
Cada apresentação tem aproximadamente 1h20 de duração. O elenco reúne Camila Rocha, Davi Fonseca, João Paulo Drummond, Kristoff Silva, Leandro César, Pedro Durães, Juliana Perdigão, Yuri Vellasco, com participação especial de Loreta Colucci.
Datas e locais
Uberlândia (Teatro Municipal) – 13 de junho, sábado, às 17h – R$25,00 (meia) e R$50,00 (inteira) – ingressos no Sympla
Juiz de Fora (Cine-Theatro Central) – 20 de junho, sábado, às 20h – R$15 (promocional), R$25,00 (meia) e R$50,00 (inteira) – ingressos no Sympla
Diamantina (Praça Conselheiro Matta / Escadaria da Catedral de Santo Antônio) – 04 de julho, sábado, às 15h30 – GRATUITO
Ouro Preto (Praça Tiradentes) – 18 de julho, sábado, às 15h30 – GRATUITO
Repertório (seleção)
Electric Counterpoint (1º movimento – fast) – Steve Reich; El amor – Santiago Vazquez; Stars – Bobby McFerrin; Estampes pour piano (1º movimento – pagodes) – Claude Debussy; The Anchor Song – Björk; Música das Nuvens e do Chão – Hermeto Pascoal; Na baixa do sapateiro – Ary Barroso; Sono – Rafael Martini; Blue Rondo a la Turk – Dave Brubeck; Um Gosto de Sol – Milton Nascimento e Ronaldo Bastos; Presepeira – Davi Fonseca e Lucas Filipe Oliveira; Leaf House – Animal Collective; Um Tom – Caetano Veloso.
Créditos
Direção artística: Máximo Soalheiro. Direção musical: Pedro Durães. Patrocínio: CEMIG (Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais). Apoio cultural: prefeituras de Uberlândia, Juiz de Fora, Diamantina e Ouro Preto. Realização: Governo de Minas Gerais.
Fonte: Uberlandianofoco


