TRANSMISSÃO: Record
Formato ampliado e novo módulo eliminatório
A Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, México e Canadá, sofrerá a maior reformulação de sua história: o torneio passará de 32 para 48 seleções e o total de partidas subirá de 64 para 104 confrontos. A Fifa adotou o novo formato para ampliar a participação global, o que também implicou em alterações no calendário e em receitas do evento.
No novo modelo haverá 12 grupos de quatro equipes. Avançam para a fase final os dois primeiros de cada chave e os oito melhores terceiros colocados, elevando para 32 o número de classificados para o mata-mata. Antes das oitavas de final, foi inserida uma fase adicional conhecida como “16 avos de final”. O campeão precisará disputar oito partidas para erguer o título, uma a mais do que no formato anterior.
Medidas disciplinares e combate à discriminação
Além da mudança estrutural, a IFAB e a FIFA aprovaram um conjunto de regras com objetivo de reduzir a perda de tempo em campo, aumentar o tempo de bola em jogo e reforçar as punições contra atos discriminatórios. Entre as novidades, jogadores que cobriram a boca para tentar ocultar ofensas racistas, homofóbicas ou xenófobas poderão ser expulsos diretamente com cartão vermelho aplicado pelo árbitro.
Segundo o comunicado das entidades, a alteração ganhou impulso após episódio envolvendo Vinicius Junior e Gianluca Prestianni, em partida entre Real Madrid e Benfica pela Champions League, que resultou na suspensão do atleta argentino por seis jogos pela Uefa.
Punições contra cera e regras para substituições e atendimentos
Para combater desperdício de tempo, foi aprovado um mecanismo em que o árbitro pode iniciar uma contagem regressiva visual de cinco segundos quando detectar atraso excessivo para reinício do jogo. Se o jogador ultrapassar esse limite, haverá sanções automáticas: a cobrança de lateral poderá passar ao adversário e um tiro de meta poderá ser convertido em escanteio para o rival.
Ao ser substituído, o atleta terá no máximo dez segundos para deixar o gramado após a placa ser levantada. O não cumprimento desse prazo acarretará penalização coletiva: o reserva terá de aguardar um minuto fora de campo e somente poderá entrar na próxima paralisação em que a bola sair, deixando sua equipe momentaneamente com um jogador a menos.
Jogadores que solicitarem atendimento médico em campo serão obrigados a permanecer pelo menos um minuto fora das ações após o reinício da partida, exceto em casos graves, choques de cabeça e atendimentos a goleiros. A medida visa reduzir simulações usadas para interromper o jogo e impede que orientações táticas sejam mascaradas por paradas para atendimento de arqueiros.
Tecnologia e ajustes no VAR
O protocolo de vídeo também foi revisto: o VAR terá autorização para intervir em cartões amarelos que, por segundo aviso, resultem em expulsão — situação que antes não estava contemplada. Além disso, o sistema poderá alertar rapidamente o árbitro sobre erros evidentes em marcações de escanteio ou tiro de meta, sem necessidade de revisão na cabine. Passaram a ser previstas ainda revisões detalhadas de faltas ocorridas antes de cobranças de bola parada que resultem em gol ou penalidade.
Acompanhe as próximas informações no Paranaíba Mais.


