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sábado, junho 27, 2026

Copa: se o Brasil for à final, quatro dos cinco jogos até a decisão serão em dias úteis; empresas não são obrigadas a liberar funcionários

A classificação do Brasil em primeiro lugar no Grupo C da Copa do Mundo de 2026 colocou a seleção no mata-mata e reacendeu dúvidas sobre a rotina de trabalho em horários comerciais. Caso o time avance até a final, disputará cinco partidas eliminatórias, das quais quatro ocorrem em dias considerados úteis pela legislação.

Caminho até a final

O calendário dos jogos do Brasil na fase eliminatória prevê:

  • 16 avos de final: 29 de junho (segunda-feira), às 14h;
  • Oitavas de final: 5 de julho (domingo), às 17h;
  • Quartas de final: 11 de julho (sábado), às 18h;
  • Semifinal: 15 de julho (quarta-feira), às 16h;
  • Final: 19 de julho (sábado), às 18h.

A legislação brasileira, incluindo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Constituição Federal, considera o sábado como dia útil, razão pela qual quatro dessas partidas recaem em dias úteis — segunda, sábado, quarta e sábado.

Empresas não são obrigadas a liberar

Por lei, o dia de jogo da seleção não equivale a feriado, e a jornada habitual de trabalho permanece válida. A decisão de liberar empregados para acompanhar partidas cabe exclusivamente ao empregador. Algumas empresas optam por suspender temporariamente o expediente, reduzir a jornada ou permitir a transmissão nos locais de trabalho; outras mantêm a operação normal, tratando o evento como atividade externa ao serviço.

Quando a empresa concede folga sem desconto, essa liberação é remunerada. Se a pausa for parcial ou integral e houver necessidade de compensação, ela deve ser combinada previamente e respeitar os limites legais da jornada diária. O advogado Marcel Zangiácomo afirma que a compensação não pode exceder duas horas extras por dia e que o acordo precisa ser claro para evitar surpresas ao trabalhador. A reposição de horas pode ser feita no prazo de até um ano, desde que observada a forma adequada de acordo — individual verbal, individual escrito ou coletivo.

Faltas e setores essenciais

Faltas sem justificativa nos dias de jogo são tratadas como ausências comuns: podem implicar desconto de salário e perda do descanso semanal remunerado, além de advertências ou suspensões em casos de reincidência. Segundo especialistas, ausentar-se apenas para assistir a uma partida sem comunicar a empresa não constitui, por si só, motivo para justa causa.

Setores com operação contínua — saúde, transporte, segurança e atendimento ao público — enfrentam regras mais rígidas, exigindo planejamento e diálogo prévio. Nesses casos, acordos individuais costumam ser adotados e a empresa pode impedir a pausa; assistir ao jogo sem autorização pode ser enquadrado como indisciplina e levar a penalidades.

Advogados consultados recomendam negociação e documentação das decisões entre empregadores e empregados para evitar conflitos e garantir segurança jurídica para ambas as partes. Exemplo prático: a startup GetNinjas, em São Paulo, decorou o ambiente para a Copa e permitirá que funcionários assistam às partidas em casa ou no escritório.

O início do mata-mata do Brasil será em 29 de junho, às 14h, com a obrigatoriedade das condições de trabalho permanecendo em vigor, salvo acordo expresso entre empresa e empregado.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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