22.6 C
Uberlândia
quarta-feira, abril 29, 2026

Correios fecharam 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, pressionados por precatórios

Os Correios registraram em 2025 um prejuízo líquido de R$ 8,5 bilhões, informou a estatal nesta quinta-feira (23). Do total, R$ 6,4 bilhões referem-se a despesas com precatórios, cifras que explicam grande parte da deterioração das contas da empresa. Esse resultado marca o 14º trimestre seguido de perdas, sequência iniciada no 4º trimestre de 2022.

Segundo as demonstrações financeiras apresentadas, o prejuízo acumulado do primeiro semestre de 2025 havia sido de R$ 4,36 bilhões. A receita bruta no ano foi de R$ 17,3 bilhões, queda de 11,35% em relação a 2024. A estatal informou também que deixou de honrar compromissos no montante de R$ 3,7 bilhões.

O aumento das despesas com precatórios foi apontado pela administração como o principal fator para o resultado negativo. As despesas com essas decisões judiciais transitadas em julgado subiram 55,1% em comparação com 2024. A companhia detalhou que R$ 2,63 bilhões desse total correspondem a obrigações originadas em gestões anteriores.

Medidas de ajuste: PDV

Para reduzir custos com pessoal, os Correios adotaram um Plano de Demissão Voluntária (PDV). Entre 3 de fevereiro e 7 de abril, 3.181 empregados aderiram ao programa, que, segundo a empresa, deve gerar redução de gastos estimada em cerca de 40% sobre o universo considerado. Somando os PDVs lançados em 2024 e 2025, o total de adesões alcança 3.756 trabalhadores.

A estatal projeta uma economia de R$ 147,1 milhões em 2025 decorrente dos programas de desligamento e estima uma redução adicional de R$ 775,7 milhões em 2026.

Empréstimo de R$ 12 bilhões e garantia da União

No fim de 2025, os Correios fecharam um contrato de empréstimo no valor de R$ 12 bilhões, publicado no Diário Oficial da União em 27 de dezembro, com liberação quase integral em 30 de dezembro. O consórcio formado pelos bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal participou da operação, que tem garantia da União depois de autorização do Tesouro Nacional em 18 de dezembro.

De acordo com a empresa, Banco do Brasil, Caixa e Bradesco aportaram R$ 3 bilhões cada, enquanto Itaú e Santander emprestaram R$ 1,5 bilhão cada. O acordo prevê carência de três anos, com início dos pagamentos mensais em dezembro de 2029, e taxa de juros equivalente a 115% do CDI, abaixo do teto de 120% do CDI definido pelo Tesouro.

Além dessa linha, o Conselho Monetário Nacional autorizou, em 26 de fevereiro, a ampliação da capacidade de captação com garantia da União em mais R$ 8 bilhões. Fontes ligadas às discussões indicam que a decisão final sobre essa nova operação deve ocorrer até o fim do primeiro semestre.

Esta reportagem está em atualização.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também