Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, profissionais do universo criativo brasileiro vêm destacando a influência do futebol sobre a moda e a cultura. Entre os nomes citados está Mayara Kerli, também conhecida como Cruela, que une trabalho de styling e pesquisa no Acervo do Relíquia, projeto dedicado à curadoria de peças vintage relacionadas ao esporte e à cultura de rua.
Mayara conta que a relação com o futebol nasceu na infância, em um ambiente familiar marcado pelo apoio ao Corinthians e pela prática do futebol de várzea. Segundo a pesquisadora, o futebol esteve sempre presente no cotidiano da casa e nas atividades dominicais, moldando lembranças e referências que hoje dialogam com seu trabalho de curadoria.
A moda e o futebol: uma relação histórica
O vínculo entre moda e futebol, segundo profissionais ouvidos, vem se intensificando a cada edição do torneio. Peças que antes funcionavam apenas como uniformes agora circulam como itens de moda em contextos variados, do uso casual a combinações mais elaboradas. As camisas de times são tratadas como objetos que carregam memórias e narrativas culturais.
A popularização do streetwear contribui para que elementos do universo futebolístico ganhem espaço em passarelas e nas ruas. Estilistas e marcas têm buscado referências nas cores e nos grafismos dos clubes para formular coleções que conversam com a paixão pelo esporte, permitindo que torcedores expressem identificação com seus times de maneira estilosa e autêntica.
No cotidiano, a incorporação de referências futebolísticas ao guarda-roupa aparece de formas diversas: camisas vintage, acessórios e calçados inspirados em uniformes são citados como alternativas fáceis de integrar ao estilo pessoal. Para os envolvidos no processo criativo, a moda serve como extensão da identidade e da relação afetiva com o futebol.
À medida que a Copa de 2026 se aproxima, relatos de criativos e observações sobre tendências mostram um panorama em que futebol e moda se entrelaçam, refletindo práticas culturais e modos de expressão que unem diferentes públicos em torno do mesmo tema.
Fonte: Uberlandianofoco


