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sexta-feira, agosto 28, 2026

Descubra meta é denunciada após fazer ação publicitária sobre instagram em frente a escolas

Meta responde a denúncia por ação presencial em escolas de São Paulo

A Meta foi alvo de uma denúncia ao Ministério Público de São Paulo nesta quinta-feira, 27 de agosto de 2026, após realizar ações presenciais em frente a escolas da capital paulista para promover recursos do Instagram voltados a crianças e adolescentes.

A reclamação foi apresentada por três organizações: Instituto Alana, que atua na proteção de crianças e adolescentes; CTRL+Z, que monitora a atuação de grandes empresas de tecnologia; e Plataforma 12, que trabalha com direitos digitais de menores de 18 anos. Segundo as entidades, a campanha divulgava a funcionalidade identificada como “Contas de Adolescente”.

De acordo com os registros anexados à denúncia, representantes da Meta montaram estandes e promoveram dinâmicas próximas a unidades de ensino fundamental e médio. As organizações afirmam que os membros da ação chegavam minutos antes do horário de saída dos alunos e distribuíam brindes sem consultar a direção das escolas nem solicitar autorização dos pais ou responsáveis.

As entidades alegam que a iniciativa infringe o Código de Defesa do Consumidor, que classifica como abusiva a propaganda que se aproveita da deficiência de julgamento e da experiência das crianças. No pedido ao MP-SP, as organizações solicitam que a conduta da Meta seja apurada, que a empresa seja obrigada a prestar esclarecimentos sobre as iniciativas realizadas nas imediações das escolas, que a campanha seja interrompida e que sejam aplicadas multas por eventuais violações aos direitos de crianças e adolescentes.

A Meta divulgou nota em resposta à denúncia, negando caráter comercial na ação em frente às escolas e afirmando que se tratou de uma “ativação educativa” integrada a uma campanha mais ampla dirigida a adolescentes, pais e responsáveis. A empresa ressaltou compromisso com a segurança dos jovens e citou que as Contas de Adolescente oferecem proteções padrão para limitar quem pode contatá-los, o conteúdo a que têm acesso e o tempo de uso no Facebook e no Instagram.

As solicitações das organizações ao Ministério Público incluem análise detalhada das condutas, exigência de esclarecimentos públicos por parte da Meta, suspensão das ações nas imediações de escolas e eventual aplicação de sanções administrativas previstas na legislação de proteção à criança e ao adolescente.

Leia a íntegra do comunicado da Meta:

“Não é verdade a alegação de que a ação da Meta fora de escolas teve natureza comercial. Como parte de nosso compromisso com o ECA Digital, temos o dever de informar a sociedade sobre os recursos disponíveis em nossos aplicativos para proteger jovens no ambiente online. E essa ativação educativa foi parte de uma campanha mais ampla da Meta direcionada a adolescentes, pais e responsáveis. Estamos comprometidos com a segurança dos jovens e direcionamos adolescentes para experiências adequadas à sua faixa etária por meio das Contas de Adolescente, nas quais eles recebem automaticamente proteções padrão que limitam quem pode entrar em contato com eles, o conteúdo que veem e o tempo que passam no Facebook e no Instagram.”

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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