Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o salário mínimo necessário para manter uma família composta por dois adultos e duas crianças seria de R$ 8.110,92 mensais. O valor divulgado pela entidade contrasta com o piso nacional vigente, de R$ 1.621, mostrando a distância entre o salário oficial e o custo estimado para cobrir despesas básicas.
O estudo, elaborado com base em informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), destaca que a alta dos preços dos alimentos segue pressionando o orçamento das famílias. Em junho, a cesta básica aumentou de preço em 17 das 27 capitais pesquisadas.
Peso da alimentação no orçamento
Após o desconto de 7,5% destinado à Previdência Social, quem recebe um salário mínimo comprometeu em média 52,02% da renda líquida apenas com a compra dos alimentos que compõem a cesta básica. O custo médio dessa cesta chegou a R$ 779,95, com alta de 8,69% nos últimos 12 meses.
Tempo de trabalho necessário para comprar a cesta
O Dieese também calcula quantas horas de trabalho são necessárias para a aquisição somente dos alimentos essenciais. Em junho, a média nacional foi de 105 horas e 51 minutos.
Nas capitais onde o tempo exigido foi maior, registraram-se os seguintes valores:
- São Paulo (SP): 131 horas e 2 minutos;
- Cuiabá (MT): 127 horas e 17 minutos;
- Rio de Janeiro (RJ): 124 horas e 59 minutos;
- Florianópolis (SC): 124 horas e 39 minutos;
- Porto Alegre (RS): 120 horas e 44 minutos;
- Campo Grande (MS): 114 horas e 50 minutos;
- Vitória (ES): 114 horas e 33 minutos;
- Curitiba (PR): 114 horas e 23 minutos;
- Belo Horizonte (MG): 112 horas e 12 minutos;
- Fortaleza (CE): 111 horas e 37 minutos.
No outro extremo, Aracaju (SE) apresentou a menor jornada necessária, com 85 horas e 34 minutos.
Capitais com maiores e menores custos da cesta
São Paulo voltou a registrar a cesta básica mais cara do país, ao atingir R$ 965,47 em junho. Em seguida aparecem Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). Os menores valores foram observados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73) e Maceió (R$ 671,41).
No acumulado de 12 meses, 26 das 27 capitais pesquisadas tiveram aumento no preço da cesta básica. As maiores elevações ocorreram em Cuiabá (14,71%), Aracaju (13,12%) e Belo Horizonte (12,52%). No primeiro semestre de 2026, todas as capitais registraram alta, com Fortaleza apresentando aumento de 21,48%.
Como o Dieese calcula o salário mínimo necessário
Segundo a entidade, o cálculo segue os parâmetros previstos na Constituição Federal, considerando que o salário mínimo deve suprir necessidades básicas relacionadas a alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência social. Para estimar o valor, o Dieese toma como referência a cesta básica mais cara entre as capitais pesquisadas e projeta o orçamento mensal de uma família formada por dois adultos e duas crianças.
Para mais informações e outras notícias, acesse o site do Paranaíba Mais: Paranaíba Mais
Fonte: Paranaíba Mais


