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quinta-feira, junho 18, 2026

Dólar abre em alta após decisões sobre juros e acordo entre EUA e Irã

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (18) em alta, avançando 0,65% por volta das 9h e sendo cotado a R$ 5,1406. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, têm início previsto para as 10h.

Decisões de juros influenciam mercado

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a de 14,50% para 14,25% ao ano. A decisão foi unânime e ocorreu conforme a expectativa dos agentes de mercado. O colegiado avaliou que o cenário externo permanece com incertezas e apontou sinais de aceleração da atividade econômica e de um mercado de trabalho aquecido no país, com reflexos recentes nas medidas de inflação.

Analistas da XP Investimentos interpretaram a decisão como indicativa de que pode não haver espaço para novos cortes de juros ainda neste ano. A casa projetou um último ajuste de 0,25 p.p. em agosto, o que deixaria a Selic em 14,00% até, pelo menos, o primeiro trimestre de 2027, mas admitiu que uma pausa em 14,25% também é plausível diante da piora no cenário inflacionário.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a faixa de juros entre 3,50% e 3,75%. Foi a primeira reunião do Fed sob a presidência de Kevin Warsh. A manutenção das taxas em patamar mais elevado tende a atrair recursos para a economia americana, pressionando moedas de mercados emergentes, entre elas o real, e influenciando a dinâmica das bolsas.

O analista Vinicius Flores, sócio da gestora Stratton Capital, destacou a ausência, por parte do novo presidente do Fed, da divulgação de projeções do chamado “dot plot”. Para Flores, essa postura sinaliza uma possível mudança na condução do banco central americano, com ênfase em manter a estabilidade de preços e margem para decisões futuras que podem incluir elevações adicionais.

Acordo entre EUA e Irã e efeitos no petróleo

Também no radar dos mercados está o memorando de entendimento assinado na quarta-feira (17) pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian. O texto, composto por 14 pontos, prevê garantias de que o Irã não desenvolverá armas nucleares, a suspensão de sanções americanas e uma compensação financeira para Teerã, além de abrir um prazo de 60 dias para negociações sobre a questão nuclear.

Com a perspectiva de normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, o petróleo operava em queda perto das 9h: o Brent recuava 1,51%, a US$ 78,35 o barril, enquanto o WTI caía 2,14%, a US$ 75,15.

Panorama dos mercados

Na parcial do dia, o dólar acumulava na semana alta de 0,90%, no mês avanço de 1,29% e no ano queda de 6,94%. O Ibovespa registrava no acumulado da semana perda de 1,73%, no mês recuo de 3,23% e no ano ganho de 4,38%.

No exterior, os principais índices de Wall Street fecharam em baixa: Dow Jones (-0,96%), S&P 500 (-1,19%) e Nasdaq Composite (-1,32%). Na Europa, o índice STOXX 600 subiu 0,5%, com variações entre os principais mercados: DAX (+0,10%), CAC 40 (-0,20%) e FTSE 100 (+0,14%). Na Ásia, a maioria das praças avançou, com destaque para o CSI300 (+0,97%) e o Kospi (+1,58%), enquanto o Hang Seng caiu 0,74%.

O governo suíço informou que Estados Unidos, Irã, Paquistão e Catar se reunirão na sexta-feira (19) em Bürgenstock para dar início às negociações sobre a implementação do memorando, cujo acordo final ainda dependerá de novos entendimentos e de possível ratificação por resolução do Conselho de Segurança da ONU. Enquanto isso, EUA e Irã concordaram em manter o status quo em relação ao programa nuclear e às sanções.

Com informações da Reuters.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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