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sexta-feira, agosto 21, 2026

Durigan diz que crise das Casas Bahia não representa colapso da economia e defende medidas fiscais

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista ao GloboNews Mais que a crise envolvendo as Casas Bahia não configura, por si só, um problema generalizado na economia brasileira. Durigan disse que a oposição tem explorado o caso para sustentar a tese de que a economia do país vai mal, mas que os dados de uma série histórica mais ampla mostram redução no número de falências e de recuperação judicial.

Segundo o ministro, o setor varejista aparece atrás de outros segmentos nesse recorte estatístico, citando especificamente a indústria como exemplo de setor com desempenho relativo melhor. Durigan ressaltou que o varejo é particularmente dependente de crédito: tanto do financiamento de fornecedores quanto do acesso ao crédito pelos consumidores.

“No fundo, depende de crédito para trás, né?, para os seus fornecedores, e depende do crédito para frente, para as famílias, para os consumidores que compram. Então, quando você tem um cenário de juros apertado, é claro que você tem uma diminuição da atividade, que é muito dependente de crédito”, afirmou o ministro.

Ao comentar as possíveis explicações para a situação observada no varejo, Durigan disse que existem diversos fatores que ajudam a explicar o episódio, mas rejeitou a ideia de que isso seja evidência de uma crise econômica generalizada. “Então, há uma série de elementos que explicam, em grande medida, o que está acontecendo, mas que não justificam. Um argumento político mais escandaloso sobre crise geral, porque não há”, declarou.

Durigan também avaliou o diálogo com integrantes de diferentes posições políticas como “muito produtivo” e afirmou não ter dificuldade em conversar com especialistas que contribuam para o debate. Ele declarou expectativa de conseguir uma “boa acomodação” no aumento das despesas obrigatórias e informou que o governo pretende avançar em medidas que representem cerca de 2% do PIB.

Sobre política de juros, Durigan disse: “Se dependesse só da gente, a gente faria mais rápido” e ressaltou que o governo não atua para atender a um setor específico, mas busca melhorar o bem-estar da população e evitar comprometimento fiscal para as próximas gerações.

O ministro prometeu novas medidas para reduzir a pressão fiscal e afirmou que R$ 10 bilhões estarão “muito bem colocados”. Segundo Durigan, o governo apresentará, na próxima semana em Brasília, como essa iniciativa contribuirá para aliviar as despesas obrigatórias nesse montante ou em valor superior. “Não temos dificuldade em dar transparência sobre essas questões”, afirmou.

Durigan disse ainda que os subsídios serão retirados e criticou a forma como, segundo ele, a gestão anterior lidou com a reoneração do combustível, citando o ex-ministro Fernando Haddad. Por fim, afirmou que o governo fará o necessário para reduzir a taxa de juros.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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