A Prefeitura de Uberaba oficializou a chegada de uma indústria voltada à transição energética. A prefeita Elisa Araújo sancionou a Lei Municipal nº 14.622/2026, que autoriza a doação onerosa de um terreno público à empresa Guofuhee Brasil Ltda. O projeto prevê investimento de R$ 202 milhões para a implantação de uma fábrica de geradores de hidrogênio no município.
Local, escala e projeções
A unidade será instalada em uma área de 95,7 mil metros quadrados no Distrito Industrial III (Distrito Industrial Uberaba Delta – 2ª Etapa), na Avenida Rio Grande. A Guofuhee Brasil estima atingir um faturamento anual de R$ 420 milhões quando a planta estiver operando em plena capacidade.
Emprego e mudança de sede
O empreendimento deve gerar pelo menos 150 empregos diretos e 500 indiretos. A empresa também transferirá sua sede matriz de São Paulo para Uberaba, o que, segundo a prefeitura, deverá fortalecer a arrecadação municipal.
Incentivos fiscais e contrapartidas financeiras
Para viabilizar o investimento, o município cederá o terreno, avaliado em R$ 4,17 milhões, e concederá isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para as obras de construção da fábrica. A lei municipal prevê ainda isenção do ITBI na transferência do imóvel e do IPTU por um período de dez anos. A administração municipal também atuará junto à Cemig para garantir o fornecimento de energia elétrica necessário às operações.
Em contrapartida, a Guofuhee Brasil se compromete a repassar R$ 1 milhão ao Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico, divididos em 24 parcelas.
Sustentabilidade e compromissos sociais
O texto legal estabelece exigências sociais e ambientais. A empresa deverá priorizar a contratação de mulheres em situação de violência doméstica e de jovens aprendizes formados pela Fundação FETI, além de adotar políticas de inclusão voltadas a pessoas negras e à comunidade LGBTQIA+. No campo ambiental, a indústria utilizará tecnologia considerada de ponta e buscará certificação ISO 9000 dentro de até dois anos de funcionamento, mantendo também a certificação ambiental ISO 14000.
Se a beneficiária descumprir o cronograma previsto em até dois anos, o imóvel retornará ao patrimônio público municipal.
Fonte: Regionalzao


