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sábado, junho 20, 2026

Especialistas alertam que IA pode ampliar disseminação de fake news nas eleições de 2026

Especialistas alertam para o risco de aumento na circulação de fake news nas eleições de 2026 em razão do uso de inteligência artificial (IA). O tema deve receber atenção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a gestão do ministro Nunes Marques, em um contexto marcado por polarização política e baixo letramento digital.

O advogado eleitoral Jonatas Moreth aponta que a Justiça Eleitoral já enfrenta práticas de manipulação e compara a evolução das técnicas de desinformação ao doping no esporte: novas formas de manipulação costumam surgir à frente dos mecanismos de controle.

Desafios e Ações da Justiça Eleitoral

O professor Marcus Ianoni, da Universidade Federal Fluminense, ressalta que a capacidade do TSE de enfrentar os desafios dependerá da qualificação técnica disponível na instituição. Ianoni demonstra dúvidas sobre a eficácia da estrutura burocrática atual para lidar com o crescimento do uso de IA nas campanhas eleitorais.

Segundo a assessoria do ministro Nunes Marques, combater os efeitos da IA nas eleições será uma das prioridades do TSE. A equipe do ministro também afirma que haverá esforços para fomentar um debate saudável durante o processo eleitoral e para assegurar o direito de resposta a todos os envolvidos.

Moreth defende que a articulação entre o TSE e os tribunais regionais eleitorais será essencial para garantir uma atuação coordenada. Ele observa que a abordagem adotada pode variar conforme a gestão, oscilando entre um modelo mais intervencionista e outro de perfil mais liberal.

O cientista político Ianoni destaca que a liberdade de expressão não pode servir de abrigo para a divulgação de mentiras e ataques. Para ele, o TSE tem margem de atuação e deve estabelecer limites que preservem a integridade do debate eleitoral.

A divulgação de pesquisas eleitorais também figura entre as preocupações levantadas pelos especialistas. Ianoni defende que o TSE deve estar preparado para fazer cumprir as regras sobre pesquisas e para enfrentar levantamentos fraudulentos que possam induzir o eleitorado ao erro.

Moreth acrescenta que, embora a legislação atual imponha registro e exigência de transparência nas pesquisas, a fiscalização continua insuficiente. Para garantir a credibilidade dos dados apresentados ao público, ele aponta a necessidade de auditorias mais rigorosas e de mecanismos de controle mais efetivos.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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