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quarta-feira, julho 1, 2026

EUA sancionam dois brasileiros e quatro empresas por ligação com rede de lavagem do PCC

O governo dos Estados Unidos anunciou em 1º de julho de 2026 sanções contra duas pessoas e quatro empresas por suposta participação em uma rede de lavagem de dinheiro relacionada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A medida, divulgada pelo Departamento do Tesouro americano, inclui cidadãos brasileiros e companhias com sede no Brasil e em Portugal.

Os indivíduos alvo das sanções foram identificados como Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. As empresas listadas são Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda, Wave Construcoes Inteligentes Ltda e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda.

Segundo o comunicado do governo Trump, todos os bens pertencentes às pessoas sancionadas que estejam nos Estados Unidos ficam bloqueados e devem ser reportados ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). A norma também atinge empresas das quais as pessoas sancionadas sejam proprietárias, direta ou indiretamente, em 50% ou mais. Além disso, ficam proibidas transações realizadas por cidadãos ou residentes dos EUA — ou operações que ocorram dentro do território americano ou em trânsito — que envolvam qualquer propriedade ou interesse dos sancionados.

O texto do Tesouro americano alerta ainda para o risco de sanções secundárias contra instituições financeiras estrangeiras que “conscientemente facilitem transações significativas” para os alvos. Essas medidas secundárias podem resultar na proibição ou na imposição de condições severas para que essas instituições mantenham contas nos Estados Unidos.

Esta é a primeira rodada de sanções econômicas anunciada pelo governo Trump contra alvos que, segundo Washington, têm ligação com o PCC, após a classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas internacionais, em junho. No comunicado, o governo americano descreve o PCC como a “maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental” e diz que a facção representa uma ameaça significativa à segurança nacional dos EUA.

O Tesouro afirma que Victor Shimada seria um elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais, responsável por lavar mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos Estados Unidos, usando criptomoedas para enviar valores de volta ao Brasil. Shimada foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em julho de 2025 por lavagem de dinheiro no âmbito do escândalo da VaideBet, ex-patrocinadora do Corinthians.

Stella, segundo os EUA, seria parente de Shimada e atuaria como secretária e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, prestando serviços logísticos essenciais para as operações da rede de lavagem. O Departamento do Tesouro também informou que outros seis acusados vinculados à mesma investigação foram presos em janeiro deste ano no estado da Flórida.

Em declaração citada pelo governo americano, Gene Lange, subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira, afirmou que a designação busca enfrentar e reconhecer o crescimento da geração de receitas ilícitas do PCC dentro dos EUA e impedir que o crime organizado estabeleça operações no país que alimentem atividades criminosas.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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