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sexta-feira, agosto 21, 2026

Famílias no Irã enfrentam dificuldade para comprar itens básicos com nova ofensiva econômica dos EUA

Famílias iranianas têm encontrado dificuldades crescentes para adquirir alimentos, remédios e outros itens essenciais após a intensificação da pressão econômica promovida pelos Estados Unidos, segundo reportagem da Associated Press.

Apesar das autoridades de Teerã negarem que a chamada guerra econômica americana vá afetar o país, relatos coletados pela AP descrevem aumento do desemprego e redução significativa do poder de compra: trabalhadores empregados chegam a receber, em média, metade do que ganhavam há um ano, enquanto muitos que ainda têm renda precisam trabalhar mais horas para suprir as necessidades básicas. A gasolina permanece acessível devido a subsídios estatais.

“Praticamente desistimos de muitas coisas. Cortamos as frutas, cortamos as proteínas, abrimos mão do lazer e até trabalhamos nos fins de semana”, disse Ahmad Karimi, de 52 anos, taxista e pai de dois filhos, que afirma trabalhar cerca de 15 horas por dia para sustentar a família.

Uma moradora do norte do Irã, mãe de dois filhos, publicou na rede social X uma foto das compras que conseguiu fazer — leite, ovos, papel higiênico e alguns outros itens, sem carne — e relatou gasto de 89 milhões de riais, equivalente a cerca de US$ 65 (aproximadamente R$ 337). Desde o início da chamada guerra, o preço do arroz subiu 60% e o da carne bovina aumentou 150%, segundo a reportagem.

O Fundo Monetário Internacional projeta que a inflação no Irã deverá subir quase 70% até o fim do ano, e que a economia do país deverá encolher mais de 5% no período.

Na quarta-feira (19), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o que chamou de a “operação econômica mais esmagadora” já realizada contra um país, e pediu que aliados trabalhem para “isolar” e “derrotar” a “ameaça iraniana”, além de ameaçar punir quem ajudar a manter a economia iraniana funcionando, sem detalhar as sanções previstas. Em resposta, na quinta-feira (20), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o “Dia D Econômico” americano é uma tentativa de distrair os problemas econômicos dos EUA e advertiu que a pressão adicional fracassaria, acarretando “mais derrota” aos Estados Unidos.

Um homem de 41 anos, que falou à Associated Press sob condição de anonimato por temer represálias, resumiu a situação: “Comprar itens de primeira necessidade se tornou nossa principal prioridade, e nossa cesta de compras ficou menor e mais limitada”.

O impacto das medidas econômicas sobre a população iraniana segue sendo monitorado por agências internacionais e organizações financeiras, que acompanham indicadores como inflação, desemprego e volume das exportações do país.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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