Quem e o que: O FBI declarou que a Coreia do Norte é responsável pelo ataque à Binance, maior bolsa de criptomoedas do mundo, que resultou no furto de US$ 6,3 bilhões (aproximadamente R$ 34 bilhões).
Quando e como: Em comunicado publicado neste sábado (31), o órgão de investigação afirmou que o assalto foi realizado pelo grupo identificado como TraderTraitor, supostamente patrocinado pelo governo norte-coreano. A operação teria durado cerca de 20 minutos e é apontada pelas autoridades como o maior roubo da história do mercado de criptoativos.
Movimentação dos fundos: O FBI informou que observou os atacantes convertendo os ativos saqueados em tokens no ecossistema Ethereum, aproveitando a ausência de intermediários para movimentar valores. As autoridades esperam que os criminosos utilizem serviços descentralizados e plataformas de troca instantânea para dificultar o rastreamento e concluir a lavagem do montante.
Medidas solicitadas: O órgão pediu a empresas do setor que bloqueiem transações envolvendo os endereços associados às ações do TraderTraitor, com o objetivo de impedir a conversão e dispersão dos fundos ilícitos.
Posição dos EUA: Na véspera do anúncio, o presidente americano Donald Trump havia informado que o governo investigava a participação de hackers ligados à Coreia do Norte no ataque à Binance. Autoridades norte-americanas vinham acompanhando as ações dos atores identificados.
Resposta da Binance: A corretora declarou que já cobriu cerca de 90% das perdas provocadas pelo ataque. Comunicou que dez criptomoedas, entre elas bitcoin (BTC) e ether (ETH), tiveram valores totalmente repostos e que a empresa utilizou recursos próprios para evitar prejuízos aos clientes.
A Binance acrescentou que continuará comprando os ativos remanescentes até atingir 100% de ressarcimento. A empresa afirmou ainda que os investimentos de usuários brasileiros ficaram protegidos por estarem guardados em cold wallets, ou carteiras frias, que mantêm chaves fora da internet.
Impacto operacional: Apesar das garantias, a corretora chegou a suspender temporariamente saques de criptoativos. Em comunicado, a Binance também ressaltou que no Brasil segue normas do Banco Central que exigem a segregação dos recursos dos clientes em relação aos da empresa, medida que, segundo a própria companhia, não elimina totalmente o risco de ataques nem assegura ressarcimento automático em todos os casos.


