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terça-feira, agosto 25, 2026

Febre do Nilo Ocidental é confirmada em duas cidades de São Paulo a menos de 300 km de Uberlândia

Autoridades de saúde confirmaram os primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental no estado de São Paulo, ocorridos em municípios situados a menos de 300 km de Uberlândia. A ocupação do vírus no país também inclui registros em Santa Catarina e um caso provável no Piauí, segundo informações oficiais.

O Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, confirmou duas infecções: uma mulher de 34 anos residente em Ribeirão Preto, a 280 km de Uberlândia, e uma jovem de 18 anos de São José do Rio Preto, a 288 km da cidade mineira. A paciente de Ribeirão Preto relatou viagem recente à região amazônica e já se recuperou por completo. A adolescente de São José do Rio Preto segue internada e recebe acompanhamento médico.

Vigilância e investigação

A diretora do CVE-SP, Tatiana Lang D’Agostini, afirmou que as confirmações exigem atenção das equipes de saúde e ressaltou a importância da vigilância epidemiológica. Equipes municipais e estaduais estão investigando os casos para definir locais prováveis de infecção e orientar medidas preventivas. O Ministério da Saúde informou que mantém vigilância epidemiológica e laboratorial ativa para identificação de novos casos e áreas de possível transmissão.

Casos em outras unidades da federação

Além dos registros em São Paulo, o Ministério da Saúde confirmou dois casos em Santa Catarina, dos quais um evoluiu para óbito. Há também um caso classificado como provável no Piauí, em apuração pelas autoridades de saúde.

Transmissão, sintomas e diagnóstico

O vírus da febre do Nilo Ocidental é transmitido pela picada de mosquitos infectados, especialmente do gênero Culex, conhecidos como pernilongos. Estima-se que cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentem sintomas; aproximadamente 20% desenvolvem manifestações clínicas, geralmente leves.

Os sinais mais frequentes incluem febre, mal-estar, perda de apetite, náuseas e vômitos; dor de cabeça, dores musculares e dor nos olhos; além de manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos. Em casos mais graves, podem ocorrer confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores ou convulsões, com risco de encefalite, meningite ou outras alterações neurológicas. O diagnóstico combina avaliação clínica com exames laboratoriais, especialmente em pessoas com histórico de exposição a áreas com presença do mosquito transmissor.

Tratamento e prevenção

Não existe vacina nem tratamento antiviral específico para a febre do Nilo Ocidental em humanos. A abordagem é de suporte: casos leves são manejados com repouso, hidratação e medicamentos para alívio dos sintomas conforme orientação médica. Em quadros graves pode ser necessária hospitalização, inclusive em Unidade de Terapia Intensiva, com hidratação venosa, suporte respiratório e medidas para prevenção de infecções secundárias.

As principais medidas preventivas são evitar a proliferação de mosquitos: usar repelentes, instalar telas em janelas e eliminar recipientes com água parada onde o Culex costuma se reproduzir.

Para mais informações e atualizações, acompanhe o Portal Paranaíba Mais.

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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