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sábado, outubro 24, 2026

Fiuk pede encaminhamento de disputa com vizinhos à Justiça Restaurativa em condomínio de Alphaville

Quem: O cantor Fiuk e vizinhos identificados como Thiago, sua mãe Andréa e a tia Mônica.

O quê: A defesa de Fiuk requereu o encaminhamento do processo à Justiça Restaurativa em razão de um conflito de vizinhança que se converteu em ação criminal.

Quando e onde: O atrito teve início no fim de 2025, no condomínio Alphaville Residencial 9, em Santana de Parnaíba (SP). Nos dias posteriores, houve registros e movimentações judiciais ao longo de 2026.

Como começou o conflito: O embate teve origem quando Fiuk mudou-se para uma casa com estúdio de gravação próximo à residência onde vivem Thiago, Andréa e Mônica. O artista alegou que o latido frequente de um cachorro prejudicava suas gravações e agravava crises de ansiedade e pânico. Em sentido contrário, os vizinhos reclamaram de barulho causado por carros esportivos, escapamentos supostamente adulterados e fumaça proveniente dos veículos.

Principais fatos processuais: Em 4 de março de 2026, Fiuk enviou mensagem por WhatsApp a Thiago tentando solucionar a questão. Segundo documentos juntados aos autos, Thiago compareceu à porta da casa do cantor e teria desafiado Fiuk a sair para o encontro na rua; áudios e uma imagem captada por câmeras de segurança foram anexados aos autos.

O episódio resultou inicialmente em Termo Circunstanciado por ameaça contra o vizinho, procedimento que foi arquivado posteriormente por solicitação do Ministério Público, que entendeu ser preferível o encaminhamento por vias cíveis ou pelas normas internas do condomínio para conflitos dessa natureza.

Em 18 de março de 2026, Andréa e Mônica registraram boletim de ocorrência contra Fiuk por perturbação do trabalho ou do sossego alheios; a defesa do cantor afirma que a queixa foi reação ao registro anterior feito por Fiuk contra Thiago.

O caso tramita na Vara Criminal de Santana de Parnaíba. Em audiência preliminar de 30 de junho de 2026, o Ministério Público ofereceu transação penal com opção por dois meses de prestação de serviços comunitários ou pagamento de meio salário mínimo, proposta recusada por Fiuk, que apresentou defesa.

Em 7 de julho de 2026, a Justiça recebeu a denúncia e determinou o envio, pela associação de moradores, do histórico de reclamações do condomínio dos últimos 24 meses. Na resposta, a defesa alega ausência de datas, horários e provas concretas das supostas perturbações e questiona a proximidade das testemunhas com o vizinho, além de afirmar que ser músico e piloto de drift não significa produzir ruídos abusivos em casa.

Em 22 de outubro de 2026, a defesa requereu o encaminhamento do processo à Justiça Restaurativa sob o argumento de que os envolvidos continuam residindo no mesmo condomínio e que uma sentença não encerraria o conflito. No dia 23 de outubro, a juíza remeteu o pedido ao Ministério Público para manifestação.

O processo segue com a possibilidade de mediação entre as partes como alternativa ao julgamento penal.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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