Quem: O senador e pré-candidato à Presidência pelo PL-RJ, Flávio Bolsonaro, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O que: Em mensagens e áudios, Flávio Bolsonaro afirmou que um eventual descumprimento de pagamentos relacionados a um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro poderia ter o “efeito elevado a menos um”. A declaração foi dirigida a Vorcaro, que ajudou a financiar o projeto.
Quando e onde: A divulgação das conversas foi feita pelo portal Intercept Brasil em 13 de maio de 2026. As mensagens e gravações foram obtidas e publicadas pelo veículo.
Como: No trecho citado, o senador menciona nomes ligados à produção internacional — o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh — e expressa preocupação com a repercussão negativa caso haja calote. A frase usada por Flávio aparece em áudio enviado a Vorcaro, segundo a reportagem.
“Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel [ator], num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme], os caras, pô, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara.”
Por que a expressão foi explicada: A reportagem também detalha o sentido matemático da expressão usada pelo senador. Em matemática, elevar um número a -1 corresponde a calcular o inverso multiplicativo desse número: o resultado é 1 dividido pelo valor original. Assim, 2 elevado a -1 resulta em 1/2 (ou 0,5).
Tradução da metáfora: Aplicada ao contexto político e à produção cinematográfica, a expressão foi interpretada como a ideia de que o que seria um ganho de imagem — o filme e a associação com nomes do cinema mundial — poderia se transformar no oposto, isto é, em desmoralização internacional, caso os pagamentos não fossem efetuados.
Contexto adicional: O Intercept Brasil informou que Vorcaro colaborou financeiramente com a produção sobre Jair Bolsonaro e que há trocas de mensagens e gravações nas quais Flávio pressiona o banqueiro a efetuar os pagamentos. A reportagem do G1 que trata do assunto pode ser consultada em G1.


