Alerta em publicidade de bets começa a valer nesta sexta-feira (17)
A autoridade francesa que regula jogos de azar anunciou nesta sexta-feira (17) o bloqueio ao site de apostas Polymarket, afirmando que a plataforma oferece apostas consideradas ilegais e pode expor usuários a perdas financeiras significativas. Segundo o órgão, o bloqueio foi determinado na quinta-feira (16), quando foram ordenadas medidas para que provedores de internet na França impedissem o acesso ao serviço.
Em comunicado, o regulador informou que a suspensão do acesso permanecerá enquanto a Polymarket não se adequar às normas francesas aplicáveis ao mercado de apostas. A entidade também apontou risco de manipulação em alguns mercados oferecidos pela plataforma. A Polymarket não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários feitos pela imprensa.
Nos últimos meses, mercados de predição como Polymarket e Kalshi passaram a receber maior atenção de autoridades internacionais. Essas plataformas permitem que usuários apostem dinheiro em resultados futuros — desde eventos esportivos e eleições até temas econômicos e políticos —, com valores vinculados à probabilidade atribuída a cada desfecho.
Em maio, o governo da Espanha suspendeu temporariamente as operações da Polymarket e da Kalshi no país. Em junho, o principal órgão regulador dos derivativos nos Estados Unidos apresentou uma proposta de novas regras para esse tipo de plataforma. Entre os mercados ofertados estão também apostas sobre conflitos internacionais, incluindo as guerras na Ucrânia e no Irã.
No Brasil, o governo federal bloqueou 27 plataformas de predições em maio, alegando riscos financeiros aos usuários e operação em desacordo com a legislação local. Representantes do Executivo afirmaram que, desde 2023, o país vem intensificando a regulação do setor de apostas e atuando contra empresas que tentam operar de maneira irregular.
O caso da Polymarket integra um movimento global de fiscalização e discussão sobre a necessidade de regras mais rígidas para mercados de previsão, conforme manifestado por parlamentares e órgãos reguladores em diferentes países.
Fonte: G1


