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sábado, agosto 1, 2026

Funcionário público chinês é condenado à morte por aceitar 2,2 bilhões de yuans em propina

Tribunal de Changzhou aplica pena capital a ex-servidor de Nanjing

Um tribunal no leste da China condenou à morte Yang Youlin, ex-funcionário municipal de Nanjing, por ter recebido mais de 2,2 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 325 milhões) em propina ao longo de três décadas. Yang, de 69 anos, foi considerado culpado por crimes que incluem suborno, peculato, abuso de poder e lavagem de dinheiro.

Segundo a corte da cidade de Changzhou, Yang ocupou diversos cargos na administração municipal de Nanjing entre 1993 e 2023. Durante esse período, ele teria usado suas funções para beneficiar terceiros com a obtenção de contratos de engenharia, transferências de terrenos e facilitação de financiamentos, em troca de dinheiro e outros bens de valor.

O tribunal classificou os delitos como de “natureza extremamente grave” e afirmou que causaram “perdas excepcionalmente elevadas aos interesses do Estado e do povo”, conforme comunicado divulgado na segunda-feira (6). A reportagem informa ainda que, embora Yang tenha colaborado com as investigações, os juízes consideraram essa cooperação insuficiente para reduzir a pena aplicada.

De acordo com a imprensa estatal, o réu admitiu a culpa e expressou arrependimento em sua declaração final perante o tribunal.

A quantia envolvida no caso de Yang está entre as maiores registradas em processos de corrupção recentes na China. O veredicto ocorre no âmbito de uma ampla campanha anticorrupção promovida pelo presidente Xi Jinping, que já alcançou membros das Forças Armadas e figuras de destaque no setor financeiro.

Condenações à morte por corrupção são incomuns, mas não inéditas no país, sendo geralmente aplicadas em casos com valores muito elevados. Em 2021, por exemplo, o ex-presidente da gestora estatal Huarong, Lai Xiaomin, foi executado após ser condenado por ter recebido 1,8 bilhão de yuans em subornos ao longo de dez anos. Em 2024, Li Jianping, ex-funcionário da região autônoma da Mongólia Interior, também recebeu pena capital por peculato e propinas que superavam 3 bilhões de yuans.

Em outros processos, tribunais chineses já aplicaram penas de prisão ou sentenças de morte com suspensão da execução, frequentemente convertidas em prisão perpétua, e reduziram penas quando os réus colaboraram amplamente com as investigações. No caso de Yang, contudo, a corte considerou que a gravidade dos crimes não permitia atenuantes suficientes.

Fonte original: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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