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sábado, outubro 10, 2026

Golpe do QR Code pode redirecionar Pix e infectar celulares, alertam especialistas

Escanear QR Codes em cardápios, mesas de restaurantes ou em placas de pagamento pode expor usuários a fraudes que desviam valores via Pix, roubam senhas bancárias e até comprometem smartphones, segundo especialistas. A técnica recebeu atenção recentemente após a prisão de uma quadrilha suspeita de substituir códigos em estabelecimentos na Bahia.

O que é e como funciona

A fraude, chamada de quishing (junção de QR Code e phishing), geralmente ocorre quando criminosos sobrepõem o código original com um adesivo falso. Ao apontar a câmera do celular para o QR Code adulterado, a vítima pode ser redirecionada para uma página que imita o site do estabelecimento ou para uma chave Pix controlada pelos golpistas.

Em casos mais graves, o QR Code pode levar ao download de um arquivo malicioso. Após a instalação desse software no aparelho, o programa pode acessar dados armazenados, capturar senhas, monitorar aplicativos financeiros e coletar informações pessoais, ampliando o alcance da fraude.

Alvo não é só o consumidor

Além dos clientes, restaurantes, estacionamentos, eventos e outros locais que usam QR Codes também correm risco. Como muitos códigos ficam fixos em mesas, totens ou paredes, um adesivo colocado sobre o original pode enganar dezenas de pessoas antes da descoberta da adulteração. Há registros de funcionários que aceitaram participar da troca após aliciamento por criminosos.

Por que o golpe cresceu

Para o advogado especialista em Direito Digital Afonso Morais, a expansão do golpe acompanha a popularização dos QR Codes nos últimos anos. Ele lembra que, durante a pandemia, o uso do código aumentou por oferecer praticidade e reduzir o contato físico, e essa confiança tem sido explorada por criminosos. Morais alerta que muitas vítimas nem percebem quando o aparelho foi comprometido.

Como se proteger

Especialistas em segurança digital e órgãos de defesa do consumidor indicam cuidados antes de escanear qualquer QR Code. Entre as recomendações estão:

  • Verificar se há sinais de adesivos sobrepostos ou alterações na placa;
  • Conferir o endereço eletrônico exibido antes de fornecer dados pessoais;
  • Não instalar aplicativos solicitados após acessar QR Codes de cardápios ou promoções;
  • Antes de confirmar um Pix, checar se o nome e o CNPJ do destinatário correspondem ao estabelecimento;
  • Desconfiar de QR Codes recebidos por mensagens, redes sociais ou promoções não solicitadas;
  • Em caso de dúvida, pedir um cardápio físico ou utilizar a máquina de pagamento.

O Procon recomenda passar a mão sobre a placa do QR Code para sentir se há um adesivo sobre o original; um pequeno relevo pode indicar adulteração.

Para acompanhar a cobertura completa sobre segurança digital e outras notícias, acesse o portal Paranaibamais.

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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