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quinta-feira, junho 11, 2026

Golpes relacionados à Copa aumentam; sites falsos oferecem bolões, ingressos e streams piratas

Transmissão: Band

Aproximação da Copa do Mundo elevou o número de fraudes online: levantamento da Kaspersky mostra que, somente em junho, foram criados 25 sites fraudulentos que divulgam bolões falsos e ofertas de apostas esportivas. A análise da empresa também aponta aumento no número de páginas que simulam a venda oficial de figurinhas, de 164 em maio para 180 em junho.

Segundo a Kaspersky, os criminosos digitais atraem torcedores com promessa de prêmios altos e facilidades para participar de bolões, induzindo pagamentos rápidos — normalmente via Pix — e solicitações de cadastro que possibilitam o roubo de dados pessoais e sensíveis. O pesquisador líder de segurança da Kaspersky, Fabio Assolini, afirmou que os golpistas exploram a tradição em torno do evento no Brasil e que a pressa dos usuários favorece o repasse de dinheiro e informações que podem ser usadas em novas fraudes.

Os golpes relacionados à Copa não se restringem a apostas. A Kaspersky identificou domínios que copiam nomes e layouts de marcas consolidadas para oferecer ingressos, pacotes de viagem de última hora e hospedagens nas cidades-sede a preços muito abaixo do mercado. O objetivo desses sites é forçar uma decisão rápida do comprador, seja por meio de pagamento via Pix ou pela captura de credenciais de plataformas legítimas de turismo.

Outra modalidade em expansão são os sites de streaming pirata. Movidos pela demanda por transmissões ao vivo, esses endereços prometem partidas gratuitas, mas condicionam o acesso ao download de extensões ou plugins falsos. Na prática, as páginas não exibem o jogo e visam infectar dispositivos com malwares capazes de roubar acessos a e-mails e redes sociais, monitorar informações bancárias e até assumir o controle do aparelho para exibir anúncios ou cometer outras fraudes.

A Kaspersky também avaliou riscos em redes Wi-Fi públicas nas cidades-sede do México — Cidade do México, Guadalajara e Monterrey — ao analisar mais de 84 mil redes. O estudo apontou que 17% das redes abertas são inseguras, com criptografia fraca ou ausente, o que aumenta a vulnerabilidade de turistas que acessam serviços bancários ou inserem senhas sem proteção adequada.

Para reduzir riscos, a empresa recomenda participar apenas de bolões organizados por pessoas conhecidas ou por plataformas verificadas; desconfiar de pedidos de pagamento via Pix para “garantir vaga”; usar apenas serviços de apostas regulamentados; evitar clicar em links recebidos por redes sociais que prometem bônus exagerados; não realizar transações financeiras em redes públicas sem proteção; utilizar VPN quando possível; e manter antivírus atualizado em celulares e computadores.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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