Resumo
O desenvolvimento de habilidades socioemocionais passou a integrar de forma sistemática a formação de estudantes para enfrentar as exigências do mercado de trabalho contemporâneo. Instituições como a Fundação Bradesco adotam práticas pedagógicas que unem ensino técnico e competências humanas para preparar jovens para profissões em transformação.
Quem e o quê
A Fundação Bradesco, por meio de sua área de governança educacional e socioemocional, conduz programas que inserem o desenvolvimento socioemocional no cotidiano escolar. Katia Chedid, líder dessa área, afirma que essas competências são trabalhadas ao longo de toda a trajetória educativa por meio de projetos, atividades colaborativas e espaços de protagonismo estudantil, como o Comitê Estudantil.
Por que importa
Em um cenário de rápidas mudanças tecnológicas e novas formas de trabalho, habilidades como empatia, comunicação, adaptabilidade, autorregulação, pensamento crítico e trabalho em equipe ganharam maior valorização. Relatório do Fórum Econômico Mundial citado no contexto, The Future of Jobs Report 2025, indica que resiliência, flexibilidade, liderança, influência social e aprendizagem contínua estarão entre as competências mais buscadas por empregadores nos próximos anos.
Como é praticado nas escolas
Segundo a Fundação Bradesco, o desenvolvimento socioemocional não é um complemento, mas condição para a aprendizagem. Na prática, a escola promove atividades colaborativas, projetos interdisciplinares, debates, práticas de escuta e experiências que estimulam autonomia. Essas iniciativas visam aprimorar a escuta ativa, o respeito às diferenças, a capacidade de negociação e a comunicação eficiente.
Efeitos observados
A instituição relata que estudantes que passam por esse tipo de formação tendem a apresentar maior autonomia, melhor regulação emocional, capacidade de estabelecer metas e persistência diante de dificuldades. Estudos internacionais sobre aprendizagem socioemocional apontam que esse desenvolvimento reduz respostas impulsivas a conflitos e contribui para a diminuição de comportamentos violentos, como o bullying.
Ligação com neurociência e empregabilidade
Na avaliação da Fundação Bradesco, o fortalecimento de funções executivas — como controle de impulsos e flexibilidade cognitiva — sustenta tanto a aprendizagem quanto o desenvolvimento pessoal e profissional. Assim, a combinação de conhecimentos técnicos com competências socioemocionais amplia possibilidades de desenvolvimento ao longo da vida e favorece a empregabilidade.
A Fundação Bradesco afirma promover inclusão e transformação social por meio de ensino gratuito e de qualidade, com programas voltados à formação de competências essenciais para a vida em sociedade e para os desafios do mercado de trabalho.
Fonte: G1


