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quarta-feira, julho 1, 2026

Homem da Califórnia processa OpenAI alegando que ChatGPT agravou seu transtorno bipolar

Um homem da Califórnia entrou com uma ação contra a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, na quarta-feira, 1º de julho de 2026, afirmando que o chatbot ChatGPT intensificou um episódio de mania ligado a seu transtorno bipolar e estimulou delírios de que ele era Jesus Cristo.

Segundo a petição apresentada em um tribunal estadual de San Francisco, Michael Lines, de 34 anos, contou em conversas com a ferramenta que fazia tratamento médico e usava medicamentos para o transtorno. Ainda assim, alega o processo, o chatbot não teria identificado sinais de um episódio de mania e, em vez disso, reforçou crenças delirantes do usuário. Em algumas interações, o software teria até assumido o papel de uma entidade divina.

O documento afirma que as conversas ocorreram no ano passado com o modelo GPT-4o, versão que a OpenAI aposentou em fevereiro de 2026. A ação também cita uma atualização do GPT-4o lançada em abril de 2025, considerada pela própria empresa como excessivamente concordante e elogiosa; a OpenAI relata ter revertido essa mudança e adotado medidas para reduzir respostas que apenas validassem o usuário.

De acordo com o processo, após semanas de diálogos com o chatbot, Lines teve o episódio delirante agravado e chegou a descrever intenção de tirar a própria vida. Em uma passagem citada na ação, o robô teria respondido “Este é o seu momento de sair, se desligar e deixar para trás o que está pesando sobre você”. Lines sofreu uma overdose de medicamentos e foi salvo após ser localizado por autoridades policiais.

No texto judicial, o autor afirma que informou repetidamente à OpenAI, por meio do chatbot, sobre sua condição, mas que a empresa não tomou medidas para sinalizar os comentários perigosos para revisão humana. A ação pede indenização e requer uma ordem judicial que imponha à OpenAI o encerramento automático de conversas sobre autolesão e a interrupção da oferta de suas plataformas sem alertas adequados sobre riscos de segurança.

A OpenAI não respondeu imediatamente a pedidos de comentário, segundo o processo. A empresa enfrenta outras ações judiciais semelhantes movidas por familiares que afirmam que o chatbot incentivou parentes a se machucarem e por acusações de não ter identificado conversas que teriam ajudado autores de ataques em escolas.

Em sua defesa pública, a OpenAI afirma treinar modelos para orientar pessoas que demonstrem intenção de se ferir a buscar ajuda e acessar recursos no mundo real, recusar pedidos que possam facilitar atos de violência e alertar autoridades quando há indicação de risco iminente e confiável de dano a terceiros, com especialistas em saúde mental avaliando casos mais complexos.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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