18.2 C
Uberlândia
quinta-feira, agosto 6, 2026

Ideb 2025 sobe nos anos iniciais graças à rede privada; rede pública melhora apenas nos primeiros anos do fundamental

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025 avançou, impulsionado pelo desempenho da rede privada, enquanto a rede pública atingiu a meta nacional apenas nos anos iniciais do ensino fundamental. A rede privada superou as metas na etapa inicial e também obteve índices acima das metas tanto nos anos finais quanto no ensino médio.

Quem e o que: A rede pública foi responsável por 79,9% das matrículas na educação básica do país em 2025 e contou com avanços concentrados nos anos iniciais (1º ao 5º ano), de acordo com os dados do Ideb e do Censo Escolar 2025.

Quando e onde: A comparação considera os resultados de 2023 e 2025, com recorte por unidade federativa (UF) e por etapa: anos iniciais, anos finais do ensino fundamental e ensino médio (dados da rede estadual).

Como e por que: Nos anos iniciais, o Ideb da rede pública subiu de 5,7 em 2023 para 6,1 em 2025, ultrapassando a meta estabelecida em 2021 (a meta não foi renovada). Nos anos finais, a média da rede pública avançou de 4,7 para 5,0, com a maioria das UFs registrando ganho mínimo de 0,1 ponto; Rondônia manteve 4,7 e Tocantins caiu 0,1, também ficando em 4,7. O ensino médio público mostrou avanço mais discreto, de 4,1 para 4,3, o maior índice desde 2005, mas ainda distante da meta de 5,2 definida para 2021.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou durante a divulgação dos dados em Brasília que “o avanço nesta etapa é menos expressivo. A matemática entra como um esforço importante de trabalho [nos próximos anos]”.

O Paraná se destacou entre as redes públicas, alcançando o maior Ideb nos anos iniciais, anos finais e ensino médio, e também o melhor resultado no indicador de aprendizagem, segundo análise da ONG Todos Pela Educação: “O estado do Paraná é um grande destaque por conseguir o maior Ideb entre as redes públicas de todas as etapas. Observando apenas o indicador de aprendizagem [Saeb], o estado também tem o melhor resultado”.

Composição do Ideb e evoluções por estado

O Ideb combina a taxa de aprovação/fluxo escolar com as notas do Saeb (provas de português e matemática aplicadas a estudantes do 2º, 5º e 9º anos do fundamental e do 3º ano do ensino médio). Especialistas citados destacam que reprovação indiscriminada eleva o risco de evasão, defendendo sistemas de recuperação de aprendizagem.

Entre as redes com melhor evolução nos anos finais, o Rio Grande do Sul saltou de 3,9 para 4,7, com ganhos nas proficiências: matemática de 273,70 para 282,88 e português de 281,07 para 291,94. Piauí registrou forte crescimento no Saeb, elevando seu Ideb a uma posição de destaque; Alagoas e Minas Gerais também mostraram recuperação consistente em fluxo e notas do Saeb.

Por outro lado, alguns estados (além do Distrito Federal) apresentaram queda nas médias do Saeb, especialmente em Língua Portuguesa. Amapá teve reduções em matemática (254,36 para 253,39) e português (264,77 para 261,24). O Rio de Janeiro caiu em português (258,09 para 254,76) e matemática (252,19 para 251,53). O Distrito Federal registrou queda em matemática (262,61 para 260,63) e português (268,94 para 268,17) e foi o único ente federativo com redução no Ideb (-0,1). Rondônia também teve recuo em matemática (264,91 para 263,64) e português (268,64 para 268,23).

Desempenho por níveis do Saeb

No Saeb de Português, grande parte das redes estaduais ficou no Nível 2 (Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Rondônia, Paraíba, Sergipe, Alagoas, Amazonas, Amapá, Tocantins, Ceará, Rio Grande do Norte, Pará, Maranhão, Roraima, Rio de Janeiro e Bahia). Alunos nesses estados provavelmente não conseguem localizar informações explícitas em gêneros mais complexos, identificar finalidades de documentos técnicos, reconhecer tema central em crônicas ou comparar opiniões divergentes entre textos.

Os estados no Nível 3 em Português foram Paraná (293,30), Rio Grande do Sul (291,94), Goiás (286,95), Espírito Santo (283,47), Santa Catarina (281,67), Minas Gerais (279,99), Piauí (279,43), Pernambuco (279,29) e São Paulo (276,24). Esses alunos conseguem identificar tema de uma crônica e opiniões divergentes, mas ainda têm dificuldades com infográficos técnicos, identificação de argumentos específicos em contos, diferenciação entre fato e opinião, entre outras habilidades.

Em Matemática, o Nível 2 incluiu Minas Gerais, Santa Catarina, Ceará, Roraima, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins, Paraíba, Mato Grosso, Sergipe, Alagoas, Distrito Federal, Amazonas, Rio Grande do Norte, Amapá, Bahia, Maranhão e Rio de Janeiro. Alunos desse nível resolvem funções básicas e reconhecem coordenadas no 1º quadrante, mas não lidam bem com funções quadráticas, problemas de proporcionalidade ou cálculos de reajuste porcentual.

O Nível 3 em Matemática contou com Paraná, Goiás, Piauí, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Pernambuco. Esses estudantes realizam as tarefas do Nível 2, mas geralmente não aprendem a determinar áreas de regiões complexas, resolver sistemas de duas equações lineares, calcular probabilidades simples ou usar o princípio multiplicativo em contagens.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também