Nicolly Evangelista, conhecida nas redes como Nick Frazão, foi detida na zona oeste do Rio de Janeiro na última segunda-feira (3) após investigação sobre agressão e furto de um cordão avaliado em R$ 14 mil, ocorridos durante um encontro, segundo a Polícia Civil.
Com mais de 100 mil seguidores nas plataformas digitais, a influenciadora e garota de programa é apontada como autora das agressões que teriam ocorrido depois que a vítima cancelou o serviço ao descobrir que Nick Frazão é uma mulher trans. A denúncia inicial motivou a apuração que levou à identificação de outros casos com características semelhantes.
As investigações apontam que câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima e a influenciadora discutem dentro de um carro. Durante a briga, o veículo teria perdido o controle, com o homem sendo arremessado para fora do automóvel. As agressões teriam ocorrido no bairro São Cristóvão, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Ao cumprir diligências na residência atribuída a Nick Frazão, agentes encontraram diversos objetos, entre eles cordões e relógios de alto valor, spray de pimenta, um taco de beisebol personalizado e itens utilizados para testar ouro. A apreensão desses materiais integra as provas reunidas pela polícia na sequência das denúncias.
Os investigadores também localizaram registros de antecedentes que indicam uma prisão anterior em São Paulo. Em apurações relacionadas a esse histórico, ela é suspeita de participação em grupo que atacava turistas no Rio de Janeiro, conforme apontado pela polícia.
Com o avanço do inquérito, a Polícia Civil identificou outras ocorrências que, segundo os investigadores, apresentam semelhanças com o caso que motivou a detenção. As diligências continuam em busca de provas e a apuração segue em curso para esclarecer a sequência dos fatos e a eventual participação em crimes correlatos.
Nas redes sociais, Nicolly Evangelista publica conteúdos relacionados a viagens e ostentação de um estilo de vida luxuoso. Ela também apresenta um podcast voltado ao público LGBT+, voltado a debates sobre inclusão e relatos de trajetórias de pessoas trans.
O caso segue sob investigação pela Polícia Civil, que não divulgou detalhes sobre medidas cautelares ou audiências.
Fonte: Uberlandianofoco


