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sábado, junho 13, 2026

Inmet alerta para avanço de sinais favoráveis ao El Niño 2026

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou em 9 de junho de 2026 que os indicadores observados na superfície do Oceano Pacífico Equatorial apontam para um cenário cada vez mais propício ao desenvolvimento do El Niño em 2026, o que pode afetar o clima em várias regiões do Brasil e elevar a probabilidade de eventos climáticos extremos.

Evolução das temperaturas no Pacífico

Segundo o Inmet, o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial teve avanço significativo nas últimas semanas. Na região conhecida como Niño 3.4, usada para acompanhar o fenômeno, houve mudança no comportamento das temperaturas da superfície do mar: em abril a anomalia era ligeiramente negativa; em maio o índice subiu para 0,49°C e, nas quatro semanas mais recentes, as anomalias permaneceram iguais ou acima de 0,5°C. Na primeira semana de junho o valor atingiu 0,7°C, segundo o órgão.

Para a caracterização oficial de um episódio de El Niño, o Índice Oceânico Niño Relativo (RONI) precisa ficar igual ou superior a 0,5°C por pelo menos cinco trimestres consecutivos. Com base nos dados atuais e nas projeções climáticas, o Inmet indica que o trimestre formado por abril, maio e junho tende a ser o primeiro a alcançar esse patamar.

Monitoramento e previsões

O Inmet mantém acompanhamento contínuo das condições oceânicas e atmosféricas relacionadas ao El Niño e também considera projeções de centros meteorológicos especializados em clima internacionalmente reconhecidos. A instituição ressaltou que o monitoramento seguirá nos próximos dias, avaliando não apenas a temperatura das águas, mas diversos indicadores atmosféricos que influenciam a consolidação do fenômeno.

O órgão informou ainda que uma nova nota técnica com informações atualizadas sobre a possível evolução do El Niño 2026 e seus desdobramentos deverá ser divulgada até o fim desta semana.

Possíveis impactos no Brasil

Especialistas acompanham o fenômeno por seu potencial de alterar padrões de temperatura e precipitação no país durante o segundo semestre de 2026 e o verão de 2027. Estudos apontam que, no Triângulo Mineiro e no Alto Paranaíba, a tendência é de temperaturas acima da média, períodos mais secos, redução da umidade do ar e maior ocorrência de ondas de calor. Análises técnicas indicam que cidades dessas regiões podem registrar temperaturas entre 35°C e 38°C em momentos mais críticos da primavera e do início do verão.

No Sul do Brasil, o histórico de episódios anteriores associa El Niño a aumento expressivo das chuvas, maior frequência de tempestades severas e maior risco de eventos extremos. O fortalecimento de bloqueios atmosféricos também pode dificultar a chegada de frentes frias organizadas, afetando a regularidade das precipitações.

Acompanhamento científico

Pesquisadores internacionais acompanham o cenário e modelos climáticos indicam elevada probabilidade de desenvolvimento do fenômeno nos próximos meses, embora persista incerteza sobre sua intensidade final. Entre os fatores observados estão o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, as anomalias positivas na região Niño 3.4 e o comportamento dos ventos alísios. Até que novas atualizações sejam divulgadas, o foco do monitoramento permanece na velocidade e na persistência do aquecimento oceânico, elementos decisivos para confirmar a consolidação do El Niño 2026.

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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