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quarta-feira, maio 20, 2026

Inteligência artificial aumenta precisão em operações florestais do plantio à colheita

A introdução de ferramentas baseadas em inteligência artificial tem trazido mudanças significativas às operações florestais no Brasil, com impacto em etapas que vão do preparo do solo até a colheita. Em 2024, o setor movimentou R$ 240 bilhões, e a digitalização das atividades promete elevar a precisão operacional e reduzir desperdícios, influenciando a produtividade do agronegócio.

O país apresenta alta produtividade em plantios florestais, especialmente de eucalipto, cuja média anual varia entre 35 e 40 metros cúbicos por hectare. Ainda assim, pequenas falhas ao longo do ciclo produtivo podem gerar perdas relevantes, o que reforça a necessidade de tecnologias que aprimorem a gestão e o monitoramento das áreas.

Desafios e inovações na silvicultura

Muitas fazendas e projetos silviculturais continuam dependentes de processos manuais e de estimativas, o que pode resultar em imprecisões só detectadas anos depois, afetando rendimento e retorno financeiro. Nesse contexto, a agtech BemAgro, com sede em Ribeirão Preto, desenvolve soluções de inteligência artificial voltadas à silvicultura de precisão.

Uma das plataformas criadas pela empresa, o Forest Planning, automatiza o planejamento das linhas de preparo do solo e do plantio. O sistema gera cenários de plantio que permitem comparar indicadores operacionais — como número de manobras e extensão das linhas — ajudando gestores a escolher arranjos que elevem a eficiência em campo.

Outra tecnologia em uso é o Forest Early Control, que verifica a sobrevivência das mudas após o plantio. A ferramenta possibilita a realização de um censo completo do talhão em aproximadamente 20 dias, identificando pontos com falhas e orientando replantios mais pontuais, o que reduz desperdício de mudas e de insumos.

Para a fase de colheita, o Forest Harvesting automatiza o inventário de resíduos florestais, realizando identificação e classificação de toras remanescentes. Essa automação facilita a logística de coleta da madeira residual, contribuindo para a diminuição de custos operacionais e para práticas mais sustentáveis.

A integração entre dados e execução no campo é apontada como diferencial da plataforma da BemAgro: ao transformar informações obtidas por sensores e análises em instruções práticas, a tecnologia torna a silvicultura mais conectada e previsível, alinhando uso racional de recursos e produtividade ao longo de toda a cadeia.

Com essas ferramentas, o setor florestal brasileiro passa a operar com maior eficiência e competitividade no mercado internacional, ao mesmo tempo em que oferece aos produtores meios de aumentar a rentabilidade e a sustentabilidade das operações.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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