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terça-feira, agosto 11, 2026

Investimento em saneamento atinge R$ 29,1 bilhões em 2024, mas universalização ainda não foi alcançada, diz entidade

O setor de saneamento básico registrou, em 2024, investimentos de aproximadamente R$ 29,1 bilhões, o terceiro recorde anual consecutivo, mas o país ainda enfrenta dificuldades para universalizar o acesso aos serviços, aponta o Panorama da Universalização do Saneamento 2026, divulgado pela Associação Brasileira das Empresas de Saneamento (Abcon).

Segundo o levantamento, enquanto 780 municípios já atingiram a meta de universalização do abastecimento de água, apenas 321 conseguiram universalizar a coleta e o tratamento de esgoto. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o Brasil tem 5.571 municípios.

O estudo indica que 3.625 municípios possuem contratos com metas definidas para a universalização do abastecimento de água e 3.774 têm metas estabelecidas para a universalização do esgotamento sanitário. Em contrapartida, faltam informações suficientes para avaliar a capacidade de cumprimento das metas em 1.107 municípios no caso do abastecimento de água e em 1.431 municípios quanto à coleta e tratamento de esgoto.

A Abcon relaciona o aumento dos investimentos a leilões realizados e à maior participação do setor privado. Entre 2020 e junho de 2026 foram promovidos 70 leilões que resultaram na contratação de mais de R$ 227 bilhões em investimentos, alcançando cerca de 100 milhões de pessoas em 2.480 municípios. Há ainda 31 projetos em estruturação, com previsão de R$ 32 bilhões para 636 municípios e potencial para beneficiar aproximadamente 11,9 milhões de brasileiros.

Quanto ao tratamento de esgoto, o país tratou 51,8% do esgoto gerado em 2024. Entre 2023 e 2024 houve um aumento de 5% no volume total de esgoto tratado, equivalente, conforme o levantamento, a cerca de 1,9 milhão de piscinas olímpicas.

O relatório também registra avanço na oferta regular de água desde a aprovação do Marco Legal do Saneamento. De acordo com a Abcon, o número de domicílios abastecidos por rede de distribuição com disponibilidade diária cresceu 15%, passando de 52,8 milhões para 60,5 milhões de domicílios.

O Marco Legal do Saneamento, lei que alterou normas do setor, foi aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). A norma prevê mecanismos para ampliar, até 2033, a cobertura da rede de fornecimento de água potável e de coleta de esgoto em índices próximos a 100% e estabelece estímulos à participação do setor privado.

O panorama divulgado pela Abcon reforça que, apesar de recorde nos aportes financeiros, o país ainda tem desafios estruturais e de informação a superar para alcançar a universalização dos serviços de saneamento.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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