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quinta-feira, outubro 1, 2026

Justiça Federal condena dez por tráfico internacional e comércio ilegal de armas com ramificações no Triângulo Mineiro

A Justiça Federal aplicou penas a dez integrantes de uma rede responsável pelo tráfico internacional e pelo comércio ilegal de armamentos e munições de uso restrito. As sentenças, resultantes das ações da Operação Scutum, totalizam mais de 200 anos de reclusão.

De acordo com as investigações, o grupo trazia armamentos de longo alcance do Paraguai e utilizava cidades do Triângulo Mineiro como entreposto para distribuir o material a organizações criminosas em Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e Bahia.

As punições estabelecidas foram as seguintes: Ricardo Batista da Silva, 41 anos, 7 meses e 27 dias, condenado por tráfico transnacional, tráfico doméstico de armas de uso restrito e associação criminosa armada; Josielica Aparecida da Silva, 33 anos, 9 meses e 18 dias, pelos mesmos crimes; Décio Túlio Vieira da Silva Alves, 20 anos e 6 meses, por tráfico transnacional de armas de uso restrito e contrabando; e Derlis Alberto Maqueda, 19 anos, 8 meses e 7 dias, por tráfico transnacional de armas de uso restrito.

Também receberam condenações: George Ferreira Duarte, 18 anos, por tráfico doméstico de armas de uso restrito; Juan Elizardo Segovia Lopez, 16 anos, 2 meses e 12 dias, por tráfico transnacional de armas de uso restrito; Filipe Silva de Oliveira, 14 anos, 8 meses e 12 dias, por tráfico doméstico de armas de uso restrito; e Yldefonso Antonio Contrera Fernandez, 13 anos e 6 meses, por tráfico transnacional de armas de uso restrito.

Complementam a lista de condenados Murilo da Silva Rodrigues, 13 anos, 1 mês e 15 dias, por tráfico doméstico de armas de uso restrito; e Wanessa Kethlyn Medeiros de Macedo, 10 anos e 6 meses, pelo mesmo crime.

A Operação Scutum, deflagrada pela Polícia Federal, teve sua primeira fase em outubro de 2024 e revelou o esquema de transporte das armas vindas do Paraguai. Em etapa subsequente, foram identificados núcleos ativos em Uberlândia, Patrocínio e Ituiutaba, além de Catalão, em Goiás, quando mandados de busca e prisões temporárias foram cumpridos.

As apurações avançaram sobre o núcleo de Uberlândia, onde a Polícia Federal identificou a participação de um ex-integrante do Exército Brasileiro e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que atuava em um clube de tiro na cidade e teria participado dos testes de armamentos de grosso calibre trazidos ilegalmente.

Além do comércio e tráfico de armas, a organização montou um esquema de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, os suspeitos usavam uma garagem de veículos e uma loja de celulares e eletrônicos em Uberlândia para ocultar recursos oriundos das atividades criminosas.

A Justiça Federal autorizou o bloqueio de até R$ 66 milhões em bens e valores vinculados ao grupo. Durante a Operação Scutum, policiais federais cumpriram mandados de prisão e busca em Uberlândia e outras localidades envolvidas na investigação.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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