A cantora e compositora Maria Luiza Jobim lançou seu terceiro álbum, Rosa no Céu, disponível nas plataformas de streaming. O trabalho, segundo a artista, busca traduzir a beleza efêmera do pôr do sol e mistura influências brasileiras e internacionais para revelar uma nova face de sua produção musical.
Radicada em Lisboa, Maria Luiza define o disco como uma expressão tanto visual quanto sinestésica. “É um momento fugaz, na hora do lusco-fusco, que eu amo”, disse a artista, destacando a leveza e a atmosfera de verão que permeiam as faixas. O repertório transita entre o pop indie e a bossa nova, resultando em uma sonoridade que a cantora classifica como singular e envolvente.
Influências e identidade
O conceito do álbum foi moldado pela convivência entre duas cidades importantes na trajetória de Maria Luiza: Lisboa e Rio de Janeiro. Ela aponta para a interseção entre língua e cultura como fator que agrega novos significados às canções. “Acho que o disco tem um sabor sem fronteiras”, afirmou, ressaltando a experiência de atuar entre diferentes contextos culturais.
Ao refletir sobre sua identidade latino-americana, a artista afirma que sua música apresenta uma leitura do Brasil feita a partir do exterior. Essa posição de observadora externa influencia o ritmo e a cadência das composições, que incorporam elementos de bossa nova, pagode e marchinhas, sempre com um tratamento contemporâneo.
Apesar de carregar o sobrenome Jobim, o álbum se afasta da expectativa de ser apenas um registro de bossa nova. Canções como Sofá Vermelho e Boca a Boca ilustram a diversidade estilística do projeto e a resistência da cantora a rótulos.
Maria Luiza ressalta sua trajetória como compositora: “Ser compositora pra mim veio desde muito cedo”. O disco reúne oito faixas e traz colaborações, entre elas a participação e a produção de Marcelo Camelo. A faixa-título, Rosa no Céu, foi concebida em parceria com Mallu Magalhães e Marcelo Camelo, e, segundo a cantora, busca traduzir de forma direta a imagem do céu cor-de-rosa como metáfora da busca por autenticidade.
Ao se posicionar com mais segurança em relação ao legado familiar, Maria Luiza afirma que hoje lida com a obra do pai com maior tranquilidade: “Hoje eu transito com muito mais tranquilidade pela obra dele, porque eu sei mais quem eu sou”.
Fonte: Uberlandianofoco


