Maior número de ocorrências em Minas e investigação de agressão
Minas Gerais teve 91 registros de crimes eleitorais relacionados às Eleições 2026, o maior total entre os estados, conforme balanço preliminar divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
No país, foram anotados 618 casos até as 19h deste domingo (25). O Rio Grande do Sul aparece em segundo lugar, com 59 ocorrências, seguido por Goiás, com 48, e Mato Grosso, com 42.
Entre as infrações mais registradas estão boca de urna, que responde por 13,3% dos casos; propaganda eleitoral irregular, com 11,3%; crimes eleitorais diversos, com 7,6%; desordem, com 7,4%; e desobediência às ordens da Justiça Eleitoral, com 6,6%.
A prática conhecida como boca de urna consiste na tentativa de influenciar eleitores a votar em determinado candidato, partido, federação ou coligação no dia da eleição.
Um dos episódios apontados como mais graves pelo Ministério da Justiça foi a agressão à vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros, no Norte de Minas. Testemunhas relataram que o carro de som em que a parlamentar participava de um ato político, no sábado (24), foi atingido por garrafas, tijolos e outros objetos supostamente arremessados por apoiadores de adversários.
O ataque ocorreu durante uma carreata de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na véspera da eleição. A vereadora foi atingida no rosto e recebeu atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela foi levada a um hospital, onde passou por exames, recebeu medicação e permaneceu em observação por algumas horas antes de receber alta.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou neste domingo (25) que a corporação vai investigar o caso. Segundo ele, Iara Pimentel prestou queixa e prestou depoimento na delegacia da PF em Montes Claros pela manhã.
Em publicações nas redes sociais, a vereadora afirmou que a violência política, a violência de gênero, o ódio e a intolerância representam ameaças à democracia e pediu apuração rigorosa e responsabilização dos envolvidos. “Não podemos naturalizar nem aceitar esses ataques”, declarou.
O balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública permanece em caráter preliminar e reúne as ocorrências registradas até o horário informado.
Fonte: Uberlandianofoco


