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quarta-feira, junho 24, 2026

Minas Gerais segue na liderança da produção de leite no Brasil, mas setor registra desaceleração

Minas Gerais começou 2026 como maior produtor de leite do país, respondendo por 24,7% do volume captado no primeiro trimestre, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Apesar da liderança, a atividade vem apresentando sinais de acomodação no curto prazo, influenciada principalmente pela queda nos preços pagos aos produtores.

Entre janeiro e março, os laticínios mineiros industrializaram quase 1,7 bilhão de litros de leite. No conjunto nacional, o volume processado atingiu 6,78 bilhões de litros, conforme o Boletim da Indústria de Laticínios divulgado pela Fiemg na última terça-feira (23). O levantamento destaca a permanência de polos regionais importantes, como Patos de Minas, Uberlândia e Araguari, que continuam abastecendo o mercado interno.

Queda nos preços e retração trimestral

Embora mantenha o topo do ranking nacional, o setor mineiro registrou retração em relação ao trimestre anterior. A captação de leite cru em Minas Gerais caiu 3,4%, enquanto o volume industrializado recuou 3,2%. O desempenho nacional teve queda ainda mais acentuada: a captação diminuiu 8,0% e a industrialização recuou 7,9% no mesmo período comparativo.

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados de Minas Gerais (Silemg), Guilherme Abrantes, avaliou que a estrutura produtiva do estado é robusta, mas alertou para a necessidade de acompanhamento dos custos e da rentabilidade do produtor diante dos números apresentados.

A pressão de preços é outro ponto de preocupação. Em Minas Gerais, o preço real médio do leite cru iniciou 2026 em R$ 2,29 por litro, valor 22,7% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. No Brasil, o preço médio ficou em R$ 2,26 por litro, com queda de 21,8% em relação ao ano anterior.

Geração de empregos e perspectivas

No mercado de trabalho da cadeia láctea, o saldo permaneceu positivo: o setor emprega formalmente mais de 35 mil trabalhadores em Minas Gerais, correspondente a 24,4% do total nacional. Durante o primeiro trimestre de 2026, indústrias em centros como Belo Horizonte e Ituiutaba abriram 529 vagas com carteira assinada.

Para a economista da Fiemg, Luiza de Mello Teixeira, o setor passa por um ajuste natural após a forte expansão observada em 2025, quando preços altos incentivaram maior produção sem correspondente aumento do consumo. A expectativa apontada pela especialista é de um reequilíbrio gradual das condições de mercado ao longo dos próximos meses.

As informações são do portal Diário do Comércio.

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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