O Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) prendeu 10 pessoas suspeitas de integrar um esquema que clonou o portal do IPVA e desviou R$ 1,7 milhão por meio de pagamentos realizados por Pix.
A investigação identificou 2.435 vítimas que, ao tentar pagar o imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA), foram direcionadas para páginas falsas que reproduziam o portal oficial. Nessas páginas falsificadas, os dados de pagamento foram alterados para contas controladas pelos suspeitos, o que permitiu o desvio dos valores transferidos via Pix.
Segundo os dados apurados pelo MPMG, o golpe envolvia a criação e divulgação de sites fraudulentos que imitavam o serviço oficial do IPVA, levando contribuintes a efetuar o pagamento sem perceber que a transação não estava sendo encaminhada ao órgão competente. A quantia total atribuída ao esquema soma R$ 1,7 milhão, distribuída entre as transações desviadas das mais de duas mil vítimas identificadas.
A ação resultou na prisão de 10 suspeitos, apontados como responsáveis pela operação das páginas falsas e pelo recebimento dos valores desviados. O MPMG conduziu a investigação que levou à identificação das vítimas e ao levantamento dos mecanismos utilizados para a clonagem do portal e o redirecionamento dos pagamentos por Pix.
O caso evidencia o uso de engenharia social e falsificação de interfaces digitais para induzir contribuintes ao erro e subtrair recursos por meio de transferências instantâneas. As autoridades responsáveis pela apuração reuniram informações que permitem associar os suspeitos ao esquema, bem como mapear o número de vítimas afetadas.
As medidas tomadas pelo MPMG visam responsabilizar os envolvidos e recuperar os valores desviados na medida do possível. A investigação identificou os elementos centrais do golpe — clonagem do portal do IPVA, páginas falsas e desvio de pagamentos por Pix — e resultou nas prisões já efetuadas.
Fonte: Alouberlandia


