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quarta-feira, setembro 23, 2026

Petrobras vai enviar sonda para perfurar três poços na Foz do Amazonas em janeiro

Petrobras programará perfurações na Foz do Amazonas a partir de janeiro

A Petrobras vai enviar, em janeiro, uma sonda de perfuração à Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, para abrir três poços que terão como objetivo avaliar a viabilidade comercial da descoberta de petróleo na região. A informação foi divulgada nesta terça-feira (22) por Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da estatal, em entrevista à Reuters.

As perfurações receberam autorização recente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), segundo a empresa. Os três poços fazem parte de um conjunto maior de ações previstas pela companhia na Margem Equatorial.

O anúncio integra o Plano de Negócios 2026-2030 da Petrobras, que destina US$ 2,5 bilhões (aproximadamente R$ 12,85 bilhões) à perfuração de 15 poços na Margem Equatorial até 2030. A estatal informa que esse montante representa 37,5% do total previsto para exploração no período. Três desses 15 poços aguardavam licenciamento ambiental até a recente liberação.

O Ibama tem adotado postura cautelosa diante da complexidade ambiental da região e exigido estudos adicionais antes de conceder licenças. Organizações ambientais como Greenpeace e WWF-Brasil alertaram para os riscos às estruturas naturais locais, entre elas o Grande Sistema de Recifes da Amazônia, além da extensa faixa de manguezais contínuos ao longo do litoral do Amapá.

Líderes locais e ativistas destacam os potenciais impactos sobre comunidades tradicionais que dependem da pesca e de ciclos sazonais de recursos. Acidentes ou perturbações sonoras de embarcações podem afetar a pesca artesanal, além de ter consequências para territórios quilombolas e terras indígenas costeiras.

“Nós temos calendários tradicionais que são norteados a partir da mudança do tempo. Quando é período de chuva, é um período de determinadas espécies de que a gente se alimenta. Quando é verão, são outras espécies, como aves, como peixes, que vêm da água salgada também, porque o nosso território é banhado pelas águas do oceano”, disse Luene Karipuna, membro da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará (APOIANP).

O projeto da Petrobras na costa do Amapá é apontado pela própria empresa como estratégico para a soberania energética do Brasil, ao mesmo tempo em que suscita questionamentos sobre a preservação de ecossistemas únicos e a proteção de populações diretamente ligadas aos recursos naturais da região.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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