O preço do petróleo seguiu em patamar elevado nesta sexta-feira (1º de maio de 2026), pressionado pelas dúvidas sobre o desdobrar do conflito entre os Estados Unidos e o Irã e seus possíveis impactos na oferta global. Por volta das 6h30 (Brasília UTC-3), o barril do Brent, referência internacional, era cotado a US$ 112,03, alta de 1,48%. O petróleo de referência dos Estados Unidos avançava para US$ 105,19.
As incertezas vinham sobretudo da indefinição sobre a extensão de um cessar-fogo temporário: declarações do líder supremo iraniano indicando que o país manterá suas capacidades nucleares e de mísseis dificultaram a consolidação do acordo de três semanas. O cenário aumentou a pressão sobre a administração americana, que avalia opções para reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica para transporte de petróleo e gás.
Após forte valorização na véspera, o mercado apresentou sinais de acomodação. Na quinta-feira, o contrato de Brent com entrega em julho chegou a atingir US$ 114,70, recuou para cerca de US$ 107 e fechou o dia em US$ 110,40. Desde o início do conflito, o preço já alcançou pico de US$ 119,50; antes da guerra, o barril era negociado em torno de US$ 70.
Com a maior parte dos mercados globais operando em ritmo reduzido pelo feriado do Dia do Trabalhador, os índices mostraram desempenho misto. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,6%. No Japão, o Nikkei subiu 0,7%, e na Austrália o S&P/ASX 200 avançou 0,9%. Nos Estados Unidos, onde 1º de maio não é feriado, os contratos futuros operavam em alta após uma sessão recorde no dia anterior.
Na véspera, o S&P 500 avançou 1% e atingiu novo recorde, o Dow Jones subiu 1,6% e o Nasdaq também renovou sua máxima. O desempenho foi influenciado por resultados trimestrais de empresas de grande capitalização: a Alphabet subiu cerca de 10% após divulgar lucro acima do esperado; a Meta recuou 8,7% diante da previsão de aumento de gastos com inteligência artificial; e a Microsoft caiu após elevar suas estimativas de investimentos.
Dados econômicos recentes apontavam que a economia americana perdeu ritmo no início do ano, enquanto a inflação subiu em março. Ao mesmo tempo, pedidos iniciais de seguro-desemprego caíram, sinalizando menor número de demissões.
Imagens de arquivo mostram bombas de extração abandonadas e danificadas em um campo da estatal PDVSA no Lago de Maracaibo, em Cabimas, na Venezuela, ilustrando problemas de infraestrutura na produção regional.
Com informações da Associated Press.
Fonte: G1


