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terça-feira, agosto 11, 2026

Produção de petróleo no Oriente Médio deve permanecer parcialmente paralisada até o fim de 2027, aponta EIA

A Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA) informou nesta terça-feira (11) que a produção de petróleo no Oriente Médio deve continuar parcialmente interrompida até o final de 2027. O relatório da agência estima que aproximadamente 600 mil barris por dia permanecerão fora de operação ao longo desse período, à medida que alguns produtores enfrentam dificuldades para recuperar os volumes anteriores ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Segundo a EIA, a paralisação deve se estender mesmo na hipótese de os fluxos comerciais serem normalizados já no próximo ano. Em julho, a agência calculou que a média de produção afetada na região chegou a 5,5 milhões de barris por dia.

O documento destaca que as cotações do petróleo passaram por forte volatilidade desde o início do conflito no fim de fevereiro. Entre os fatores citados estão declarações polêmicas do presidente americano, Donald Trump, impasses nas negociações para um acordo entre EUA e Irã e o fechamento, por consequência das tensões, do Estreito de Ormuz.

Localizado entre Omã e o Irã, o Estreito de Ormuz é apontado no relatório como rota de aproximadamente 20% de todo o petróleo comercializado globalmente e serve como via de saída para embarcações que levam a produção da região à Ásia, Europa e Américas. O agravamento do conflito provocou a suspensão preventiva da produção em diversos países e reduziu os estoques mundiais da commodity, o que elevou os preços de energia.

O aumento nos custos do petróleo e da energia em diferentes países já vem gerando preocupação por parte de bancos centrais, conforme observa a EIA. A elevação dos preços tem potencial para pressionar a inflação global e motivar alta de juros em várias economias, na tentativa de conter aumentos de preços.

Em nota explicativa, o relatório menciona que juros mais altos costumam restringir o acesso ao crédito e desacelerar a atividade econômica, reduzindo consumo de famílias e freando investimentos empresariais — efeitos que, segundo a EIA, ajudam a controlar a inflação, mas podem limitar o crescimento.

O relatório da EIA traz, portanto, uma projeção de continuidade das limitações de oferta no Oriente Médio até 2027, com impactos já observáveis nos mercados internacionais de energia.

Fonte original: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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