A Receita Federal liberou nesta quarta-feira (8), às 9h, a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), conhecido como “cashback”. O crédito será efetuado em 15 de julho diretamente na conta vinculada à chave PIX do tipo CPF.
Como funciona o projeto “cashback”
A restituição automática é um projeto-piloto que permite à Receita gerar, com base em dados já existentes em suas bases, uma declaração simplificada para identificar devoluções a que contribuintes dispensados de declarar tenham direito, sem que precisem iniciar o processo. A iniciativa tem como objetivos reduzir a burocracia e evitar que beneficiários deixem de receber valores por desconhecimento das regras.
Quem tem direito
Como consultar
A verificação se o CPF foi incluído no lote especial pode ser feita pelos canais oficiais da Receita Federal:
- Site da Receita: acessar o serviço “Consulta Cashback” e, se solicitado, entrar com conta gov.br de nível prata ou ouro;
- Aplicativo Receita Federal (Android e iOS): entrar com conta gov.br e acessar a área de consulta da restituição.
Na área “Meu Imposto de Renda” o contribuinte encontrará a declaração gerada automaticamente, com possibilidade de conferir os dados usados, incluir informações adicionais e retificar ou ajustar antes do processamento final.
O pagamento será realizado exclusivamente em conta vinculada a uma chave PIX do tipo CPF; não haverá depósito em conta de titularidade diversa nem emissão de ordem de pagamento. A Receita orienta que os contribuintes cadastrem uma chave PIX vinculada ao CPF para receber os valores.
Cronograma
O lote especial tem calendário próprio, distinto do cronograma regular de restituições do Imposto de Renda 2026:
- 8 de julho: início da consulta aos contemplados;
- 15 de julho: pagamento único da restituição;
- 31 de julho: pagamento do próximo lote regular do IRPF.
A Receita informa que a medida integra ações de modernização da administração tributária, com foco na automação de processos e simplificação das obrigações. O órgão recomenda que consultas e acompanhamento sejam feitos exclusivamente pelos canais oficiais para reduzir riscos de golpes e fraudes.


