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terça-feira, maio 19, 2026

Seguro rural fica mais caro e mais restritivo no Brasil devido ao aumento de riscos climáticos

O mercado de seguro rural no Brasil enfrenta elevação de preços e maior restrição na oferta de apólices em razão do aumento da frequência de eventos climáticos extremos. Produtores rurais vêm encontrando dificuldade para contratar proteção contra perdas, agravada pela redução dos recursos destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Especialista em Direito Cível da Martinelli Advogados, Rodrigo Linhares Orlandini, afirma que, apesar do avanço do agronegócio, a procura por seguros rurais tem diminuído. Segundo ele, agricultores reconhecem a necessidade de cobertura contra secas e enchentes, mas esbarram em custos mais altos de apólices e em critérios de aceitação mais rígidos por parte das seguradoras, sobretudo em áreas marcadas por perdas severas, como o Sul e partes do Centro-Oeste do país.

Desafios econômicos e aumento de disputas

A retração dos recursos do PSR, combinada com a elevação das taxas de juros e o encarecimento das apólices, pressionam o setor de seguros rurais. Essas condições reduzem a previsibilidade financeira das atividades agrícolas e dificultam o planejamento das safras, segundo as informações fornecidas pela Martinelli Advogados.

O atual cenário também tem levado a maior judicialização de conflitos relacionados a contratos de seguro rural. Cresce o número de disputas sobre negativas de cobertura e interpretações de cláusulas contratuais, situações que, quando não resolvidas, podem afetar o ciclo produtivo das propriedades.

Diante das dificuldades para contratar seguros tradicionais, produtores têm recorrido a alternativas financeiras e operacionais, como hedge e contratos do tipo barter, que contribuem para a gestão de riscos e para a preservação de receitas. No entanto, a Martinelli Advogados ressalta que essas estratégias não substituem a função do seguro contra eventos climáticos na garantia de segurança financeira no campo.

Para a consultoria, a competitividade do agronegócio dependerá cada vez mais da capacidade de estruturar operações jurídicas e financeiras robustas. Revisar apólices e preparar-se para renegociações em casos de perdas climáticas são apontados como passos essenciais em um cenário de eventos extremos mais frequentes e impactantes.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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