A Snap, controladora do Snapchat, apresentou nesta terça-feira (16) os óculos de realidade aumentada chamados Specs, que chegam ao mercado por US$ 2.195 (equivalente a R$ 11 mil pela conversão direta) e estão em pré-venda.
Segundo a empresa, as entregas dos Specs começarão até dezembro e inicialmente contemplarão clientes nos Estados Unidos, no Reino Unido e na França. O produto tem acabamento na cor preta e armação mais grossa, e foi projetado para funcionar sem a necessidade de bateria externa ou acessórios como controles por gestos.
Os óculos usam realidade aumentada para sobrepor conteúdo digital à visão do usuário. A fabricante afirma que as lentes podem exibir informações como mapas, vídeos e legendas de tradução. Entre as aplicações citadas estão atividades de trabalho, jogos, navegação na internet, exibição de filmes e medição de objetos.
Em termos de escala de imagem, a Snap informa que o sistema é capaz de apresentar dados com tamanho equivalente a um monitor de 24 polegadas em tarefas de trabalho e, ao reproduzir filmes, consegue simular uma tela de 115 polegadas. Outra característica técnica destacada é a capacidade das lentes de alternar entre transparente e escura em cerca de 10 segundos.
Os Specs representam uma aposta significativa da Snap em um segmento desafiado por lançamentos anteriores: a Apple, por exemplo, teve dificuldades com o Vision Pro. Entre produtos concorrentes disponíveis no mercado, a linha de óculos inteligentes Ray-Ban, da Meta, é citada como bem-sucedida; contudo, o modelo mais avançado dessa linha oferece apenas uma pequena tela de texto e instruções de navegação, sem oferecer realidade aumentada completa.
A Snap afirma que os Specs foram desenvolvidos para ser mais leves que o Vision Pro e mais capazes que os óculos da Meta. O CEO Evan Spiegel declarou à Reuters que a intenção foi “construir um tipo de computador totalmente novo”.
Em comparação de preços, os Specs vêm abaixo do Vision Pro — lançado por US$ 3.499 (cerca de R$ 17 mil) —, mas ficam acima da faixa praticada pela Meta, que varia entre US$ 379 e US$ 799 (R$ 1.900 a R$ 4.000), o que, segundo observadores do setor, pode restringir a adoção pelo consumidor.
A Snap enfrenta pressões no segmento de publicidade e demandas internas. Um investidor chegou a exigir que a empresa desmembre ou encerre a unidade responsável pelos Specs após desembolsar mais de US$ 3,5 bilhões no projeto.
Fonte: G1


