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terça-feira, junho 16, 2026

Frete rodoviário registra queda em maio com diesel mais barato, mas agronegócio mantém demanda alta

O custo médio do frete rodoviário no Brasil recuou em maio, em resposta à queda nos preços do diesel, enquanto a movimentação gerada pelo agronegócio segue sustentando a demanda por transporte de cargas. Em contraste, a atividade industrial sinaliza arrefecimento.

Segundo o Índice de Frete Rodoviário (IFR) da Edenred, o valor médio cobrado por quilômetro rodado passou de R$ 8,66 em abril para R$ 8,59 em maio, configurando uma redução de 0,81%. A diminuição nos custos operacionais representa um alívio para transportadoras e profissionais do volante.

Queda do diesel e impacto nos custos

A principal causa do recuo do preço do frete foi o barateamento dos combustíveis. Em maio, o diesel S-10 teve redução de 3,81% e o diesel comum caiu 4,42%, com preços médios de R$ 7,32 e R$ 7,13 por litro, respectivamente. A baixa no custo do combustível contribuiu para acomodar as tarifas de transporte em um cenário econômico mais desafiador.

Agronegócio mantém fluxo de cargas

O agronegócio continua sendo o principal motor da logística rodoviária no país. As exportações do setor totalizaram US$ 16 bilhões em maio, valor que corresponde a mais da metade das vendas externas brasileiras no período. A necessidade de escoamento de grãos, carnes e açúcar mantém um fluxo constante de cargas por diferentes regiões produtoras.

Desaceleração industrial e mudanças regulatórias

Ao mesmo tempo, a indústria nacional apresentou sinais de enfraquecimento. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) caiu de 52,6 para 49,1 pontos, indicando retração na atividade manufatureira, o que pode reduzir a demanda por transporte de produtos industrializados nas próximas etapas.

Além disso, alterações nas regras relacionadas ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) exigem adaptação de transportadores e embarcadores, visando maior transparência e controle sobre a remuneração do transporte rodoviário de cargas.

O cenário observado em maio aponta para um mercado de fretes equilibrado, sustentado pela redução dos custos com diesel e pela demanda do agronegócio, enquanto a trajetória futura dependerá da evolução da indústria e da implementação das novas exigências regulatórias.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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