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quinta-feira, junho 11, 2026

Soja em Chicago segue estável na expectativa do relatório do USDA e do clima nos EUA

O mercado internacional da soja operava de forma relativamente estável na Bolsa de Chicago (CBOT) enquanto investidores aguardavam a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O documento, conhecido como WASDE, é considerado referência para precificação das commodities agrícolas e pode influenciar decisões de produção e comercialização.

Operadores se mantinham cautelosos e evitaram posições mais agressivas na véspera da publicação. As atenções estão voltadas às atualizações sobre produção, estoques e consumo global de soja, com foco especial em informações sobre os maiores fornecedores: Estados Unidos, Brasil e Argentina.

Movimentação dos contratos e influência do petróleo

Após uma recuperação recente estimulada por compras de oportunidade e pela alta do petróleo, os contratos futuros da oleaginosa registraram oscilações moderadas entre pequenos ganhos e perdas. Na sessão anterior, os futuros haviam se recuperado após alcançarem patamares mínimos em quatro meses: o vencimento de julho fechou a US$ 11,23 por bushel, com alta de 0,83%, e o de agosto encerrou a US$ 11,27 por bushel, com ganho de 0,80%.

Projeções para o relatório do USDA

O mercado projeta ajustes modestos nos números que o USDA deverá divulgar. Espera-se uma leve redução dos estoques finais dos Estados Unidos para a temporada 2026/27, em linha com uma demanda considerada firme. A estimativa para a safra americana gira em torno de 4,433 bilhões de bushels, praticamente estável em relação à projeção anterior.

Em âmbito global, há previsão de aumento nos estoques mundiais de soja, que podem ultrapassar 125 milhões de toneladas. Outro ponto observado pelos participantes é o ritmo das importações chinesas, considerado determinante para o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional.

Clima no Corn Belt e fatores externos

As condições meteorológicas nas regiões produtoras dos Estados Unidos seguem sendo um fator-chave. Previsões indicam chuvas favoráveis para áreas do Corn Belt, o que pode favorecer o desenvolvimento das lavouras, embora uma leve deterioração nas condições das plantações americanas mantenha os agentes do mercado em alerta.

Além do clima, tensões geopolíticas no Oriente Médio e a valorização do petróleo têm influência sobre o complexo soja ao afetarem custos de energia e logística, acrescentando um componente de risco às negociações.

Brasil, Argentina e mercado físico

O Brasil continua consolidado como principal fornecedor global de soja. Analistas aguardam que o USDA eleve sua estimativa para a safra brasileira 2025/26, atualmente projetada em cerca de 180 milhões de toneladas. Para a Argentina também são esperadas revisões positivas nas estimativas de produção.

No mercado físico brasileiro, preços seguem vinculados a fatores logísticos e ao ritmo das exportações. No Rio Grande do Sul, a colheita da safra de verão foi concluída com produtividade média de 2,9 toneladas por hectare. Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o foco está na comercialização da safra e na liberação de espaço para o milho safrinha.

A divulgação do relatório do USDA deverá orientar a direção dos preços internacionais no curto prazo: números que apontem estoques mais apertados ou demanda global robusta tendem a sustentar cotações, enquanto estoques elevados combinados com condições climáticas favoráveis podem limitar a valorização.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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