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quarta-feira, setembro 16, 2026

Sophia Amoruso conta como a Nasty Gal cresceu a ponto de torná-la multimilionária e depois falir

Quem e o que: Sophia Amoruso, criadora da marca de roupas Nasty Gal, descreveu sua trajetória desde a venda de peças vintage no eBay até a formação de uma empresa que chegou a ser avaliada em US$ 350 milhões e, posteriormente, entrou em processo de falência e foi vendida.

Como começou: Em 2006, quando vivia sem dinheiro e sem rumo, Amoruso aceitou um emprego conferindo crachás numa escola de arte para ter seguro de saúde e ser operada de uma hérnia. Nesse período, começou a revender roupas vintage pelo eBay, atividade que sucedeu sua experiência anterior revenda de livros na Amazon. Em entrevista à BBC, ela relatou que, na juventude, chegou a andar de carona, roubar livros e revirar latões de lixo em busca de comida, além de frequentar feiras de livros anarquistas e não gostar do capitalismo.

Estratégia e crescimento: Amoruso montou uma loja online com curadoria própria, usando amigas como modelos e transformando peças descartadas em looks atraentes. A marca, batizada Nasty Gal — nome inspirado em um álbum de Betty Davis — ganhou seguidores e uma comunidade fiel. Segundo a revista Inc., a Nasty Gal foi a varejista de mais rápido crescimento nos Estados Unidos em 2012, com faturamento superior a US$ 100 milhões (cerca de R$ 510 milhões, pelo câmbio da época).

Os primeiros anos da empreendedora registraram aumento expressivo de receita: cerca de US$ 75 mil no primeiro ano; US$ 250 mil no segundo; US$ 1,1 milhão no terceiro; US$ 6,5 milhões no quarto; e US$ 30 milhões no quinto. Entre 2008 e 2011, as vendas cresceram mais de 10.000%.

Investimento, problemas e queda: Com o comércio digital em alta, investidores passaram a apostar na Nasty Gal. A empresa recebeu US$ 50 milhões em troca de participação societária após avaliação em US$ 350 milhões. Amoruso afirmou que esse momento foi ponto de virada, quando começaram problemas decorrentes do rápido crescimento e de desalinhamento entre interesses de investidores e necessidades da operação. A receita da empresa caiu para cerca de US$ 85 milhões em 2014.

Em janeiro de 2015, Amoruso deixou o cargo de diretora-executiva e assumiu a presidência-executiva, seguida por demissões e tentativas de negociação com compradores maiores. Ela relatou que a decisão de pedir falência ocorreu quando a empresa não conseguiria mais pagar fornecedores e manter as operações de forma responsável.

Venda da marca: Em fevereiro de 2017, o grupo de fast fashion Boohoo, de Manchester (Reino Unido), comprou por US$ 20 milhões a propriedade intelectual da Nasty Gal — incluindo nome, logotipo, domínios e base de clientes —, mas não adquiriu a operação, a equipe ou passivos relacionados a devoluções e créditos em loja.

Atuação posterior de Amoruso: Aos 42 anos, Sophia Amoruso dirigiu a Girlboss Media, que reuniu um livro e um podcast com mais de 22 milhões de downloads, e acabou vendendo essa empresa. Desde 2023, ela comanda um pequeno fundo de capital de risco chamado Trust Fund, apoiado por figuras como Paris Hilton, segundo ela mesma.

Em seu livro #GIRLBOSS, publicado em 2014, Amoruso expõe a filosofia que ajudou a construir sua imagem pública, voltada para a autonomia feminina e a busca de objetivos por meio do trabalho e da criatividade.

G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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