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quinta-feira, junho 11, 2026

Startup brasileira lança “cérebro” com IA para tornar robôs mais autônomos

BotBot apresenta BotBrain durante evento em São Paulo

Uma startup brasileira desenvolveu um módulo com inteligência artificial que transforma robôs simples em máquinas capazes de interpretar o ambiente e agir de forma mais autônoma. O projeto foi apresentado pela BotBot na São Paulo Innovation Week, realizada em maio de 2026 na capital paulista, e teve o protótipo conhecido pela reportagem.

A BotBot, criada em janeiro de 2025 em São Paulo, batizou o dispositivo como BotBrain. O equipamento, na cor roxa, é acoplado ao robô ou instalado via software quando o fabricante não permite adaptações físicas. Segundo a empresa, o objetivo é fazer com que robôs deixem de executar apenas movimentos pré-programados e passem a desempenhar tarefas como rondas patrimoniais, inspeções de segurança e monitoramento de áreas de risco.

O módulo reúne câmeras, sensores e alto-falantes e opera em conjunto com um software instalado em computador. Pela interface, um operador humano pode acompanhar, configurar e determinar ações para a máquina que recebe o “cérebro”. A empresa afirma que o sistema permite decisões baseadas em regras definidas anteriormente, o que possibilita respostas automáticas diante de situações previstas no mapeamento do local.

Entre os exemplos citados pela equipe da BotBot estão a detecção de uso de equipamentos de proteção, identificação de vazamentos de gás e reconhecimento de sinais iniciais de incêndio. Em uma situação hipotética mencionada pela startup, um robô que patrulha um ambiente com várias portas pode identificar uma porta aberta durante uma ronda programada e acionar a central de segurança conforme a configuração escolhida.

Atualmente a solução é comercializada sob o formato de aluguel, com custo de US$ 1.000 por mês (aproximadamente R$ 5.000), valor que não inclui o robô, vendido por fabricantes terceiros. A empresa justifica o preço apontando o caráter recente da tecnologia e informa que clientes recebem atualizações sempre que há melhorias no produto.

A BotBot conta com nove funcionários e mantém escritórios em São Paulo e em Portugal. A startup busca novos investimentos para ampliar operações e relata já ter despertado interesse de empresas estrangeiras.

O projeto brasileiro não é isolado no mercado: outras empresas trabalham na integração entre IA e robótica física. A Skild AI, fundada em 2023, e a parceria anunciada em janeiro de 2026 entre Boston Dynamics e Google DeepMind foram citadas como exemplos de iniciativas que também visam aumentar a autonomia de robôs para tarefas industriais e domésticas. Em fevereiro, a Nvidia afirmou ao g1 que o mercado acompanha o avanço do chamado “Physical AI”, termo usado para a aplicação de IA em sistemas físicos como robôs.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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