A Uefa anunciou que suas 55 federações filiadas se recusam a participar de competições organizadas pela Fifa caso o presidente Gianni Infantino avance na proposta de vender parcelas da Copa do Mundo a fundos de investimento privados dos Estados Unidos; a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, está entre os eventos mais ameaçados.
De acordo com reportagem do jornal The Guardian, a posição foi definida em reunião de emergência que durou cerca de duas horas. A princípio havia preocupação de que federações menores pudessem se mostrar atraídas pelos recursos do plano de Infantino e romper com o bloco europeu, mas os dirigentes alcançaram um consenso contrário à iniciativa.
Em comunicado, a Uefa informou que nenhuma seleção filiada disputará torneios organizados pela Fifa enquanto a proposta de venda estiver em vigor. A entidade condicionou a suspensão do boicote à desistência total do projeto e à garantia de que a governança do futebol internacional não será aberta à iniciativa privada.
As federações europeias preparam o envio de uma carta formal à Fifa ainda esta semana para oficializar a posição. O prazo estabelecido por Infantino para adesão ao plano já havia expirado em 19 de setembro, e a medida coloca o presidente sob forte pressão para revisar a proposta, o que pode enfraquecer sua situação antes da eleição para reeleição marcada para março do próximo ano.
Segundo a Uefa, o boicote deverá começar já na próxima edição da Copa do Mundo Feminina. A seleção da Inglaterra, que enfrenta a Grécia nas eliminatórias do Mundial, pode ser usada como teste para medir a firmeza da federação inglesa caso a Fifa mantenha o projeto de venda.
Além de convocar suas filiadas, a Uefa convidou outras confederações a aderirem ao boicote e acredita que parte de países asiáticos compartilha a insatisfação. A entidade classificou a proposta como uma tentativa de captura das principais competições do futebol.
Com o futuro da Copa do Mundo e a continuidade de Gianni Infantino na presidência em jogo, a disputa sobre a proposta e as discussões entre confederações e a Fifa deverão permanecer no centro das atenções do futebol mundial nas próximas semanas.
Fonte: Uberlandianofoco


