A Universidade de São Paulo (USP) continuou a ser a instituição brasileira e latino-americana melhor posicionada no ranking de Xangai de 2026, aparecendo na faixa entre as 150 melhores universidades do mundo. O resultado foi divulgado neste sábado (15) pela Shanghai Ranking Consultancy, responsável pelo levantamento.
O ranking anual, que seleciona as 1.000 melhores universidades globais com ênfase em indicadores de pesquisa científica, manteve as instituições dos Estados Unidos e do Reino Unido no topo. Harvard ocupou a primeira colocação, seguida por Stanford e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). As universidades britânicas Cambridge e Oxford apareceram na quarta e na sétima posições, respectivamente.
Além da USP, outras 13 universidades brasileiras figuram entre as mil melhores do planeta. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) está na faixa entre as posições 301 e 400; a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) entre 401 e 500; e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aparecem entre 501 e 600.
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) foram classificadas entre 701 e 800. Na faixa entre 801 e 900 estão a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade de Brasília (UnB). Por fim, a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) aparecem entre 901 e 1.000.
Criado em 2003, o ranking de Xangai utiliza critérios voltados principalmente à pesquisa, como o número de prêmios Nobel e medalhas Fields conquistados por ex-alunos e docentes, a quantidade de pesquisadores altamente citados e o volume de publicações em periódicos de referência, por exemplo Nature e Science. Por privilegiar indicadores de pesquisa em detrimento da avaliação direta da qualidade do ensino, a metodologia recebe críticas recorrentes no meio acadêmico.
Em termos de representatividade, as universidades chinesas são as mais numerosas na lista, com 234 instituições, contra 187 das universidades americanas. No entanto, os Estados Unidos mantêm maior presença no top 100, com 37 instituições, frente a 16 da China.
A França também aumentou sua representação: com 27 instituições entre as mil melhores, o país subiu uma posição no ranking e agora ocupa o 10º lugar entre as nações com mais universidades na classificação. A Universidade Paris-Saclay manteve a melhor colocação entre as francesas, em 13º lugar; Paris Sciences et Lettres (PSL) e Paris Cité avançaram para 33º e 57º, respectivamente, enquanto a Sorbonne recuou para 55º.
Fonte: G1


