Transmissão: Globo | Band | Record
O Plantão da Globo foi oficialmente lançado em 21/05/1991, durante o intervalo da “Sessão da Tarde”, quando o apresentador Marcos Hummel, do estúdio do Jornal Nacional, informou a morte do então ex-primeiro-ministro da Índia Rajiv Gandhi, vítima de um atentado. Desde então, a vinheta e a dinâmica de interrupção da programação se tornaram um recurso para comunicar eventos de grande impacto nacional e internacional.
Origem e evolução
A prática de interromper a programação por notícias urgentes precede o formato atual. Na década de 1970, a emissora já veiculava boletins extraordinários com uma vinheta que mostrava uma mão aberta e a palavra “Atenção”. A versão moderna unificou identidades que, nos anos 1980, estavam fragmentadas entre as diferentes manchetes dos telejornais da casa.
O trabalho em estúdio e os momentos de tensão
Jornalistas que passaram pelos boletins relatam a adrenalina inerente ao plantão. William Bonner, por exemplo, comandou edições extraordinárias antes da entrada em vigor do formato atual, entre elas a cobertura do início da Guerra do Golfo, em que o Plantão JN interrompeu a novela “Meu Bem, Meu Mal” para anunciar bombardeios em Bagdá. A dinâmica de trabalho obrigava decisões rápidas e, em casos antigos, o plantão chegou a ir ao ar apenas com selo e narração em off quando não havia tempo para preparar o estúdio.
Coberturas que marcaram
Ao longo de mais de três décadas, o Plantão entrou no ar para cobrir episódios que marcaram a história contemporânea. Entre as transmissões de maior repercussão estão:
- a notícia da morte do piloto Ayrton Senna, durante o GP de San Marino, cuja confirmação foi dada às 13h40 (Brasília UTC-3) e gerou nove entradas do Plantão no mesmo dia;
- o acidente aéreo que matou os integrantes da banda Mamonas Assassinas, com imagens ao vivo do local do acidente;
- a morte da princesa Diana, anunciada em plantões sucessivos durante a noite em que ocorreu o acidente;
- os atentados de 11 de setembro de 2001, quando o Plantão transmitiu ao vivo o impacto do segundo avião nas torres do World Trade Center;
- a morte do papa João Paulo II, com entradas do estúdio e da Praça de São Pedro;
- acidentes aéreos como o do voo Gol 1907 e do voo TAM 3054 em Congonhas, cujas coberturas priorizaram confirmação de informações para evitar pânico;
- a confirmação da morte do líder terrorista Osama bin Laden, noticiada após pronunciamento oficial dos Estados Unidos;
- a queda da aeronave que transportava o time da Chapecoense em 2016;
- a cobertura da morte da cantora Marília Mendonça, em que informações preliminares sobre sobrevivência foram posteriormente retratadas diante de imagens do local do acidente;
- e a ampla operação jornalística após a morte do futebolista Pelé, em 2022, com entradas do hospital, de estádios e de capitais internacionais.
Ao longo dos anos, o critério para interrupções evoluiu e, com a cobertura contínua de canais de notícias, parte das necessidades de entrada em rede passou a ser atendida por plataformas 24 horas, embora o Plantão continue reservado para fatos de grande relevância.
Fonte: G1


