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27/06/2024 — Greve de técnico-administrativos em educação atinge ao menos 44 universidades federais

Servidores técnico-administrativos mantêm paralisação em 44 instituições federais

Servidores técnico-administrativos de instituições federais de ensino estão em greve em ao menos 44 universidades, segundo levantamento do G1. A mobilização foi anunciada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) em fevereiro. Parte das categorias iniciou a paralisação de imediato; outras aderiram ao movimento ao longo de março e abril.

A principal demanda apontada pela categoria é o cumprimento integral do Termo de Acordo da Greve, assinado em 2024 após meses de paralisação e negociação com o governo. Entre as reivindicações também estão a defesa da jornada de 30 horas semanais e a flexibilização para ampliar o atendimento à população; a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para toda a categoria, inclusive aposentados e pensionistas; e posicionamento contrário à Reforma Administrativa e ao Projeto de Lei 6170/2025.

A greve não interrompeu as aulas regulares nas instituições, mas afetou serviços de apoio responsáveis por atendimento administrativo, emissão de documentos, funcionamento de bibliotecas e setores de matrícula, entre outros.

As universidades que relataram aderência à paralisação incluem, entre outras:

Universidade Federal da Bahia (Ufba); Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) — unidades de Cuiabá, Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis; Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA); Universidade Federal de Pelotas (UFPEL); Universidade Federal de Rio Grande (FURG); Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Universidade Federal do Piauí (UFPI); Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar); Universidade Federal de Campina Grande (UFCG); Universidade Federal da Paraíba (UFPB); Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE); Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS); Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD); Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); Universidade Federal de Uberlândia (UFU); Universidade Federal de Viçosa (UFV); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal do ABC (UFABC); Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ); Universidade Federal do Paraná (UFPR); Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila); Universidade Federal de Sergipe (UFS); Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT); Universidade Federal do Tocantins (UFT); Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa); Universidade Federal do Amazonas (Ufam); Universidade Federal do Maranhão (UFMA); Universidade Federal do Acre (Ufac); Universidade Federal de Alagoas (Ufal); Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes); Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP); Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Universidade Federal do Pará (UFPA); Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa); Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa); Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

Em nota, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou que as negociações com as entidades representativas dos Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) resultaram na assinatura do Termo de Acordo (TA) nº 11/2024, em 27 de junho de 2024. Segundo a pasta, o acordo prevê reestruturação de carreira e reajuste salarial para 2025 e 2026, além da criação de um Grupo de Trabalho (GT) que se reuniu mais de sete vezes entre 2024 e 2025 para avaliar demandas apresentadas pelas entidades.

O MGI afirmou ainda que boa parte das reivindicações foi atendida pela Lei 15.367/2026, sancionada em março, e que essa legislação será incorporada ao plano de carreira da categoria. Entre os pontos citados pela pasta estão o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), atualmente em fase de regulamentação; a jornada de 30 horas semanais (6 horas ininterruptas) para atividades de atendimento ao público externo; e o plantão de 12 horas por 60 horas para servidores de hospitais universitários e vigilantes. A pasta ressaltou que o governo manteve diálogo com representantes das categorias, citando, por exemplo, reunião realizada em 15 de abril, em Brasília.

O Ministério da Educação (MEC) foi procurado por e-mail, mas não respondeu até a publicação da reportagem.

Fim da notícia.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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