Amortizar a dívida ou aplicar o dinheiro: qual escolha rende mais?
Quem recebe um recurso extra enfrenta a dúvida entre usar o valor para amortizar o financiamento — ou seja, reduzir o saldo devedor — ou aplicar esse montante em um investimento. A escolha depende do chamado custo de oportunidade: comparar o benefício financeiro de cada alternativa para identificar qual rende mais.
A avaliação precisa considerar vários elementos: a taxa de juros do financiamento, a rentabilidade esperada do investimento, impostos incidentes, a inflação e os riscos associados às aplicações. Se o retorno líquido do investimento for superior ao custo da dívida, optar por investir pode ser financeiramente mais vantajoso. Por outro lado, pagar parte do financiamento costuma ser recomendado quando os juros do empréstimo são elevados ou quando a situação financeira do tomador está apertada.
Especialistas destacam que amortizar é frequentemente a alternativa mais segura para quem não dispõe de folga no orçamento ou enfrenta encargos altos sobre o saldo devedor. Já a opção por investir tende a fazer sentido para quem já constituiu uma reserva de emergência, está pagando juros relativamente baixos no financiamento e tem acesso a investimentos capazes de render mais do que o custo do crédito, mesmo após considerar impostos e inflação.
A comparação entre as opções deve ser feita de forma integral: não basta olhar apenas para a taxa nominal do financiamento ou para a rentabilidade bruta de um investimento. É necessário calcular o rendimento líquido, descontando tributos e ajustando pela inflação, além de ponderar o grau de risco que se aceita ao aplicar recursos.
Decisões desse tipo dependem, portanto, do perfil financeiro individual e das condições específicas do empréstimo e das alternativas de investimento disponíveis. Em situações de dúvida, o critério técnico é comparar o custo efetivo da dívida com o retorno líquido e ajustado ao risco das aplicações.
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Fonte: G1


