O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) anunciou que está concluindo a avaliação de quatro novas cultivares destinadas à fruticultura estadual. As variedades, compostas por uma maçã, duas ameixas e uma pitaia, aguardam o registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), passo necessário para que possam ser comercializadas.
Inovação e sustentabilidade no campo
As cultivares foram desenvolvidas ao longo de anos de pesquisa em melhoramento genético pelo IDR-Paraná, com foco em aumento de produtividade, maior tolerância a doenças e melhor adaptação ao clima do estado. O propósito é oferecer aos produtores opções mais eficientes e sustentáveis, compatíveis com as diferentes condições climáticas do Paraná, reduzindo custos e elevando a rentabilidade das lavouras.
Segundo Altair Sebastião Dorigo, diretor-presidente do instituto, cada nova variedade resulta de um extenso processo de estudos e de seleção de plantas com atributos superiores. Esse trabalho técnico busca não apenas incrementar o desempenho das culturas, mas também diminuir os gastos de produção para os agricultores.
Efeito no mercado e na economia regional
A cultivar de maçã desenvolvida pelo IDR-Paraná foi pensada para regiões de clima subtropical, onde cultivares tradicionais apresentam limitações. Com exigência de frio significativamente menor, essa maçã tem potencial de produzir até 50 toneladas por hectare e apresenta qualidade de fruto e resistência a doenças, segundo o instituto.
As duas novas variedades de ameixa trazem melhorias específicas, entre elas resistência à escaldadura das folhas, problema que compromete a produtividade da cultura. Já a cultivar de pitaia se destaca pelo florescimento precoce, o que possibilita colheitas até 25 dias antes das variedades convencionais, permitindo aos produtores aproveitar janelas de mercado com maior valorização.
O IDR-Paraná estima que a introdução dessas cultivares possa fortalecer a fruticultura estadual, cuja produção de maçã, ameixa e pitaia contribui com milhões em Valor Bruto da Produção. Com as novas opções à disposição — após registro pelo Mapa —, espera-se ampliar as oportunidades de comercialização e beneficiar a economia regional e os agricultores.
Fonte: Uberlandianofoco


